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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Um Ano de Blog



Ser Fotógrafo, mesmo amador como eu, é criar o habito de fotografar até mesmo só com os olhos, estar-se atento às pequenas imagens do dia a dia mesmo que se passe mil vezes pelos mesmos sítios, é percorrer quilómetros de dia ou de noite para apanhar uma bela madrugada ou um por do sol encantador, é não ter medo de sujar os joelhos para conseguir aquele ângulo diferente, é extasiar-se continuamente com a beleza de tudo o que nos rodeia, olhando-a com olhos de ver.

Fotografar tem sido, para mim, uma paixão e um desafio diário e constante, mas faltava-me a coragem para mostrar o que fazia, fosse bom ou mau. Valeu-me a pressão de algumas amigas (obrigada Su e Joana J ) e o blog surgiu a 31 de Agosto de 2010.
Agora, olhando para trás, sinto-me orgulhosa de todos os posts que aqui fiz e, acima de tudo, feliz por partilhar momentos da minha vida com vocês, ... mas nem sempre foi assim. No início, a insegurança e o nervosismo eram os meus companheiros diários e valeram os comentários de algumas pessoas amigas para conseguir ultrapassar essa fase. Entretanto, ganhei amigos novos e redescobri antigas amizades e, acima de tudo, aprendi, aprendi muito com todos vocês.
Muito obrigada a todos pelos V/comentários, que possibilitam a vontade de fazer sempre mais e melhor.  E até daqui a um ano! J




Doesn’t time fly when we’re having fun? I can hardly believe it’s been a whole year since I started this blog and what a journey it’s been. I’ve learnt so much and I’m always learning. The journey I’ve taken has been outstanding, mind blowing and wonderful. I’ve come to know and treasure so many awesome bloggers both face to face and through comments and tweets and I’ve come to realize that the blogosphere is a tight knit community of wonderful people who not only care about each other but are also there to support each other.

Blogging really has improved my confidence,  made me less judgmental of others and turned me into a better, more well rounded individual.
So here’s to the next year of blogging and I hope you’ll all remain with me and continue to follow my posts.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Liberdade de voar


Fecho meus olhos,
me sinto um pássaro
na beira de um penhasco
Liberdade de voar
O vento bate no rosto
Apenas um pássaro
sentindo a leveza do corpo
Plainando
Um medo invade
a chuva molha,
misturando-se as lágrimas
que teimam em rolar
Apenas um pássaro
Sem pousa
Sonhando
Lutando com a saudade
mostrando que há
alguém em algum lugar

(Patricia tieko)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

MIJAS - Andaluzia - Espanha

Habitado desde a Antiguidade, até meados do Sec. XX, Mijas, era um pequeno lugarejo andaluz, encravado entre a serra e a costa do sol na Província de Málaga, que sobrevivia graças à agricultura e pesca.

Nos anos 70, a subida até à aldeia ainda era feita de burro, por estrada empoeirada de terra batida repleta de curvas a acompanhar a serra e, aos corajosos era dado ver apenas algumas casas caiadas de branco.

Desde então, a actividade turística e o sector da construção terão sido os motores da economia local e, na actualidade, este município multicultural com uma elevada percentagem de residentes de origem estrangeira é um dos principais centros do turismo residencial da Andaluzia.

A única similaridade que encontrei  com os anos 70 foram os burros-taxi mas mesmo estes já estão demasiado modernizados e os preços inflaccionados a um ponto que atinge o ridículo.

No entanto, não deixa de ser uma vila simpática, muito branca e cheia de luz e a merecer uma visita.




















quinta-feira, 25 de agosto de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Júzcar - Pueblo pitufo

A aldeia pitufa ou aldeia dos Strumpf  (os bonequinhos azuis dos meus tempos de infância), encontra-se na Serrania de Ronda, na Andaluzia em Espanha.

Trata-se de JÚZCAR, a aldeia que trocou as suas cores brancas habituais pelas fachadas de um azul céu intenso. Trata-se de uma promoção para o Verão 2011 do filme rodado em 3D que estreia a 12 de Agosto.

Esta aldeia situa-se no Valle del Genal na província de Málaga e, durante todo o Verão vai ter inúmeras actividades para miúdos e graúdos, que giram à volta destes simpáticos bonecos azuis.











Os 200 habitantes que residem na aldeia e proximidades, estão encantados com tanta promoção, visitas de turistas e sobretudo com a aparição dos "pitufos", azuis e vestidos com os seus gorros brancos.


terça-feira, 23 de agosto de 2011

L'Escargot



L'escargot avec sa cage sur son dos
A l'air vraiment rigolo.
C'est pour ça qu'il est beau.
En été il doit avoir chaud
En hiver sa coquille lui sert de manteau
Il aime la salade, les choux-fleurs et les champignons,
Oh la la, qu'est-ce qu'il est mignon !

(Camille et Manon, 9 ans)


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

LUZ

Pudesse eu expressar por palavra escassa
O sentimento que aos lábios aflora!
Tristeza que não fica, nem vai embora,
E saudade que não é mas que trespassa!

Pudesse eu desatar esta mordaça
De angústia que tanto atormenta agora!
Ver o despertar mágico da aurora
E a noite desvanecer-se em fumaça!

Pudesse! Em vão quero o que não posso!
Quedo-me ao relento, mero destroço,
E contemplo negro túnel da lembrança!

Assim estou, namorando a tristeza,
Mas no fundo do túnel vejo acesa
Essa luz a que chamam de esperança!

(Luís R Santos)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Borboleta (III)



Borboleta Ousada
Passa leve, passa passando.

É uma com a brisa
É uma em encanto

Cores vivas que dançam sem compasso

Sem rumo ela vai,
sem rumo ela volta.
Como uma criança,
quando o pai a solta

Curiosa,
ela pousa ousada.
Calma Borboleta,
eu te quero bem.

(Mauro Anastacio)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Málaga - Espanha


Lecho de sol, inglesa y cantaora,
un manto azul y sideral te arropa.
Ardiente estufa para el frío de Europa
fatalista y celosa, tierra mora.
Si aliento de terral, abrasadora;
mas si tu suelo, ¡oh Málaga! yo piso
y acaricia mi rostro de improviso.
El beso de la mar, la brisa pura,
mi corazón, henchido de dulzura,
¡creerá que late ya en el Paraíso!

(Juan Morales Rojas)




terça-feira, 16 de agosto de 2011

Borboleta (II)



Não pode perder o que nunca teve, manter o que não é seu, ou agarrar algo que não quer ficar.

(Mariana Lobo)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Córdoba - Espanha (II)



Para além da Mesquita-Catedral, é também classificado pela UNESCO o centro histórico da cidade, incluindo a Sinagoga, o bairro da Judiaria, o Alcazar e a Ponte Romana.

 







Visitar Córdoba é como viajar para trás no tempo. Encontramos aqui as três grandes religiões monoteístas juntas numa só cidade.
Continuando a ser uma típica cidade moura, é fascinante deambular pelas ruas estreitas e sinuosas da judiaria ou visitar a sinagoga, espreitar os banhos árabes, ou desfrutar de um cous-cous numa esplanada à sombra da muralha da Catedral-Mesquita. A não perder é a Rua das Flores, uma pequena rua muito típica, com os tradicionais vasos de flores pendurados nas paredes, e com vista para a torre da catedral. No beco onde esta rua termina há uma loja onde se pode ver um poço árabe com 1200 anos e 22 metros de fundo.
Mas, ainda hoje, é o som das cítaras que embala os chás com frutos secos nas muitas teterías da cidade, que se espalham por pátios frondosos em ruas estreitas de calçamento irregular.










Rua das Flores











O Alcázar de los Reyes Cristianos encontra-se nas margens do rio Guadalquivir que atravessa a cidade de Córdoba e é uma alcáçova medieval que serviu como uma das principais residências de Isabel de Castela e Fernando II de Aragão.Embora o alcázar apresente elementos islâmicos, quase toda a estrutura foi construída sob o governo cristão.
Os jardins de influência moura são originários dos séculos XVIII e XIX,  formados por piscinas, passeios e fontes rodeados de densa vegetação. É um passeio muito recomendável numa visita a Córdoba sobretudo se é Primavera pois encontrarão o jardim completamente florido.













Medina Azahara

Fica a aproximadamente 8 kms de Córdoba, para Oeste, e é um dos lugares mais importantes e com mais encanto de Córdoba, e a lenda conta que a sua origem tem a ver com uma história de amor.

Segundo a lenda, em 936 d.C., o califa Abdul Rahman construiu esta cidade-palácio em honra da sua escrava Azahara, ainda que realmente esteja assente que se tratava de algo mais material: uma obra desta magnitude era um símbolo muito claro de poder.
Jardins, fontes, luxo e ostentação no que foi uma cidade-palácio de sonho. As suas zonas mais importantes são os quartos privados, a Casa Real, a Casa dos Visires, a Casa do Exército, a Casa de Cháfar, a Casa do Príncipe, o Pórtico Oriental, o Salão de Abs al-Rahman III e o Salão Rico.

No entanto, a obra arquitectónica foi muito fugaz. Setenta e quatro anos depois de ter sido posto de pé, o conjunto inteiro foi destruído e espoliado pelos Bereberes. O que ainda resta é digno de ver-se.




Na minha opinião o conjunto é ainda mais belo pelo estado de ruína em que se encontra, no meio de uma paisagem quase desértica e de cores ocre e azul alucinantes.

Um lugar imprescindível para os amantes de ruínas, de lendas ou de simplesmente lugares com encanto. Recomendo que vão muito cedo ou ao entardecer, já que o calor do meio-dia pode chegar a ser asfixiante e perdem-se muitos dos matizes da luz mais cálida.