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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

The Guardian




Dragon, Python, the Guardian of the Subterranean Waters
at Parc Güell - Barcelona

It represents what the eye cannot see


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Asturian paradise..

 
And there we were, as if suspended, surrounded by a harmonious landscape that inspires peace and tranquility wherever you look ...
The picturesque and well-kept villages of the valley are the only element that reminds us of the human presence in these areas largely untouched for millions of years.
Everything else is really wild!
The forests blush with life and color ...
The lush meadows await the twilight to be populated by groups of hungry herbivores, who waited patiently for a meal throughout the day under the canopy of beech ...
Accompanied by two small cubs born in the past winter, the protective mother bear will go down to the village for the third consecutive night to get a treat for her babies ...
Above, crossing the mountain range, the pack ceases social rituals of the day and prepare for a hunt more deadly ...

And so follows the life of this true paradise Asturian ....


Valle de Lago - Somiedo - Asturias
 
 

  












 
 
En cada rincón de Asturias hay un pedazo de paraíso: un arroyo que desaparece en las entrañas de la tierra, una casa que se alza para dejar crecer la yerba, un bosque habitado por los últimos y filosóficos duendes, o una montaña que quebra el cielo para adornarse con su envés blanco.
Luis Frechilla García, "Por la Naturaleza Asturiana"
 
 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Pensamentos



Lagos de Covadonga en los Picos de Europa, Cangas de Onis, Asturias


Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens.

Fernando Pessoa

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Somiedo - Espanha


Parque Natural de Somiedo - Espanha

O Parque Natural de Somiedo está localizado no sudoeste das Astúrias. Com quase 30 mil hectares, é um dos mais representativos ecossistemas de montanha do Norte da Península Ibérica. Foi decretado Parque Natural em 1988 e é Reserva da Biosfera desde 2000.

O terreno é acidentado, com declives acentuados e instáveis, tendo os seus pontos mais elevados em Cornón, Peña Orniz, Picos Albos e Serra Pelada com cerca de 2.200 m.

As suas paisagens agrestes foram moldadas pela acção dos gelos e estão hoje cobertas por um mosaico vegetal onde predominam os bosques  de faias e carvalhos, habitadas por uma das populações de ursos mais importantes da Europa ocidental, para além de uma enorme variedade de outras espécies animais e vegetais próprias das montanhas cantábricas. Apesar disso, é muito díficil  visualizar os animais de grande porte, porque a sua sobrevivência depende, em grande parte, da sua capacidade em se esconderem.
 



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Cueva del Gato


The entrance of this cave can be seen from the railway as it heads north from the station two kilometres away. It's called the cave of the cat as its entrance is said to look like a cat's head. Perhaps it does, though I failed to see it.



This cave is the terminus of an underground river that rises four kilometres away as the Rio Guaduares, which takes an underground route from the other side of Montejaque, from the Cueva de Hundidero ('fallen'), only recommended to skilled potholers. Famed for its potholing experience, it has been the scene of many deaths as rising waters trapped the unprepared.

However, for the curious, El Gato is a pleasant walk to an impressive limestone cave entrance. The water is cristal clear and it's a wonderful place to spend the afternoon in summer time.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ronda - Andaluzia - Espanha

A chegada a Ronda é inesquecível. A rede de estradas montanhosas que ligam à cidade possuem um enorme valor paisagístico, uma vez que atravessam os numerosos passos de montanha da Cordilheira de Ronda, e oferecem aos viajantes vistas de tirar o fôlego.







Ronda é uma cidade empoleirada na extremidade de uma cadeia montanhosa, a quem chamam a "Jóia da Andaluzia". A meseta rochosa está dividida ao meio pelo rio Guadalevín.



É uma das cidades de Espanha, com uma das localizações mais espectaculares, erguendo-se sobre uma maciça saliência rochosa, com precipícios calcários de ambos os lados, conhecido como "el Tajo de Ronda" (o penhasco de Ronda). A sua situação inexpugnável, fez com que a cidade fosse um dos últimos bastiões mouriscos a cair após a reconquista.



As duas vertentes deste desfiladeiro encontram-se ligadas através de três pontes, a Ponte Romana, a Ponte Nova e a Ponte Velha.


A sua bela e alta ponte sobre o rio Guadalevín, a 120 metros acima da torrente, foi o local onde foram feitas as execuções públicas durante a Guerra Civil Espanhola, ao atiraram os simpatizantes republicanos pelo precipício abaixo. Este facto é mencionado por Hemingway em "Por quem os sinos dobram".









Diz a lenda que os corvos que habitam o precipício, são as almas de todos os que morreram naquele lugar. No século XVII, também eram ali atirados para baixo, os cavalos feridos nas touradas, uma barbaridade de arrepiar. E, até mesmo o arquitecto que a construiu, morreu nela, quando tentava apanhar seu chapéu, sendo arremessado para baixo por uma violenta rajada de vento. Hoje, felizmente, há grades nas partes mais baixas da ponte.

Ronda é famosa também por ser o berço das touradas e o grande toureiro Pedro Romero é seu filho mais ilustre, imortalizado numa estátua em frente da Praça de Touros. Foi ele quem criou o estilo de tourada a pé, ao invés de montado a cavalo.




sexta-feira, 26 de agosto de 2011

MIJAS - Andaluzia - Espanha

Habitado desde a Antiguidade, até meados do Sec. XX, Mijas, era um pequeno lugarejo andaluz, encravado entre a serra e a costa do sol na Província de Málaga, que sobrevivia graças à agricultura e pesca.

Nos anos 70, a subida até à aldeia ainda era feita de burro, por estrada empoeirada de terra batida repleta de curvas a acompanhar a serra e, aos corajosos era dado ver apenas algumas casas caiadas de branco.

Desde então, a actividade turística e o sector da construção terão sido os motores da economia local e, na actualidade, este município multicultural com uma elevada percentagem de residentes de origem estrangeira é um dos principais centros do turismo residencial da Andaluzia.

A única similaridade que encontrei  com os anos 70 foram os burros-taxi mas mesmo estes já estão demasiado modernizados e os preços inflaccionados a um ponto que atinge o ridículo.

No entanto, não deixa de ser uma vila simpática, muito branca e cheia de luz e a merecer uma visita.




















quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Júzcar - Pueblo pitufo

A aldeia pitufa ou aldeia dos Strumpf  (os bonequinhos azuis dos meus tempos de infância), encontra-se na Serrania de Ronda, na Andaluzia em Espanha.

Trata-se de JÚZCAR, a aldeia que trocou as suas cores brancas habituais pelas fachadas de um azul céu intenso. Trata-se de uma promoção para o Verão 2011 do filme rodado em 3D que estreia a 12 de Agosto.

Esta aldeia situa-se no Valle del Genal na província de Málaga e, durante todo o Verão vai ter inúmeras actividades para miúdos e graúdos, que giram à volta destes simpáticos bonecos azuis.











Os 200 habitantes que residem na aldeia e proximidades, estão encantados com tanta promoção, visitas de turistas e sobretudo com a aparição dos "pitufos", azuis e vestidos com os seus gorros brancos.


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Málaga - Espanha


Lecho de sol, inglesa y cantaora,
un manto azul y sideral te arropa.
Ardiente estufa para el frío de Europa
fatalista y celosa, tierra mora.
Si aliento de terral, abrasadora;
mas si tu suelo, ¡oh Málaga! yo piso
y acaricia mi rostro de improviso.
El beso de la mar, la brisa pura,
mi corazón, henchido de dulzura,
¡creerá que late ya en el Paraíso!

(Juan Morales Rojas)




sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Córdoba - Espanha (II)



Para além da Mesquita-Catedral, é também classificado pela UNESCO o centro histórico da cidade, incluindo a Sinagoga, o bairro da Judiaria, o Alcazar e a Ponte Romana.

 







Visitar Córdoba é como viajar para trás no tempo. Encontramos aqui as três grandes religiões monoteístas juntas numa só cidade.
Continuando a ser uma típica cidade moura, é fascinante deambular pelas ruas estreitas e sinuosas da judiaria ou visitar a sinagoga, espreitar os banhos árabes, ou desfrutar de um cous-cous numa esplanada à sombra da muralha da Catedral-Mesquita. A não perder é a Rua das Flores, uma pequena rua muito típica, com os tradicionais vasos de flores pendurados nas paredes, e com vista para a torre da catedral. No beco onde esta rua termina há uma loja onde se pode ver um poço árabe com 1200 anos e 22 metros de fundo.
Mas, ainda hoje, é o som das cítaras que embala os chás com frutos secos nas muitas teterías da cidade, que se espalham por pátios frondosos em ruas estreitas de calçamento irregular.










Rua das Flores











O Alcázar de los Reyes Cristianos encontra-se nas margens do rio Guadalquivir que atravessa a cidade de Córdoba e é uma alcáçova medieval que serviu como uma das principais residências de Isabel de Castela e Fernando II de Aragão.Embora o alcázar apresente elementos islâmicos, quase toda a estrutura foi construída sob o governo cristão.
Os jardins de influência moura são originários dos séculos XVIII e XIX,  formados por piscinas, passeios e fontes rodeados de densa vegetação. É um passeio muito recomendável numa visita a Córdoba sobretudo se é Primavera pois encontrarão o jardim completamente florido.













Medina Azahara

Fica a aproximadamente 8 kms de Córdoba, para Oeste, e é um dos lugares mais importantes e com mais encanto de Córdoba, e a lenda conta que a sua origem tem a ver com uma história de amor.

Segundo a lenda, em 936 d.C., o califa Abdul Rahman construiu esta cidade-palácio em honra da sua escrava Azahara, ainda que realmente esteja assente que se tratava de algo mais material: uma obra desta magnitude era um símbolo muito claro de poder.
Jardins, fontes, luxo e ostentação no que foi uma cidade-palácio de sonho. As suas zonas mais importantes são os quartos privados, a Casa Real, a Casa dos Visires, a Casa do Exército, a Casa de Cháfar, a Casa do Príncipe, o Pórtico Oriental, o Salão de Abs al-Rahman III e o Salão Rico.

No entanto, a obra arquitectónica foi muito fugaz. Setenta e quatro anos depois de ter sido posto de pé, o conjunto inteiro foi destruído e espoliado pelos Bereberes. O que ainda resta é digno de ver-se.




Na minha opinião o conjunto é ainda mais belo pelo estado de ruína em que se encontra, no meio de uma paisagem quase desértica e de cores ocre e azul alucinantes.

Um lugar imprescindível para os amantes de ruínas, de lendas ou de simplesmente lugares com encanto. Recomendo que vão muito cedo ou ao entardecer, já que o calor do meio-dia pode chegar a ser asfixiante e perdem-se muitos dos matizes da luz mais cálida.