Para além da Mesquita-Catedral, é também classificado pela UNESCO o centro histórico da cidade, incluindo a Sinagoga, o bairro da Judiaria, o Alcazar e a Ponte Romana.
Visitar Córdoba é como viajar para trás no tempo. Encontramos aqui as três grandes religiões monoteístas juntas numa só cidade.
Continuando a ser uma típica cidade moura, é fascinante deambular pelas ruas estreitas e sinuosas da judiaria ou visitar a sinagoga, espreitar os banhos árabes, ou desfrutar de um cous-cous numa esplanada à sombra da muralha da Catedral-Mesquita. A não perder é a Rua das Flores, uma pequena rua muito típica, com os tradicionais vasos de flores pendurados nas paredes, e com vista para a torre da catedral. No beco onde esta rua termina há uma loja onde se pode ver um poço árabe com 1200 anos e 22 metros de fundo.
Mas, ainda hoje, é o som das cítaras que embala os chás com frutos secos nas muitas teterías da cidade, que se espalham por pátios frondosos em ruas estreitas de calçamento irregular.
Rua das Flores
O Alcázar de los Reyes Cristianos encontra-se nas margens do rio Guadalquivir que atravessa a cidade de Córdoba e é uma alcáçova medieval que serviu como uma das principais residências de Isabel de Castela e Fernando II de Aragão.Embora o alcázar apresente elementos islâmicos, quase toda a estrutura foi construída sob o governo cristão.Os jardins de influência moura são originários dos séculos XVIII e XIX, formados por piscinas, passeios e fontes rodeados de densa vegetação. É um passeio muito recomendável numa visita a Córdoba sobretudo se é Primavera pois encontrarão o jardim completamente florido.
Fica a aproximadamente 8 kms de Córdoba, para Oeste, e é um dos lugares mais importantes e com mais encanto de Córdoba, e a lenda conta que a sua origem tem a ver com uma história de amor.
Segundo a lenda, em 936 d.C., o califa Abdul Rahman construiu esta cidade-palácio em honra da sua escrava Azahara, ainda que realmente esteja assente que se tratava de algo mais material: uma obra desta magnitude era um símbolo muito claro de poder.
Jardins, fontes, luxo e ostentação no que foi uma cidade-palácio de sonho. As suas zonas mais importantes são os quartos privados, a Casa Real, a Casa dos Visires, a Casa do Exército, a Casa de Cháfar, a Casa do Príncipe, o Pórtico Oriental, o Salão de Abs al-Rahman III e o Salão Rico.
No entanto, a obra arquitectónica foi muito fugaz. Setenta e quatro anos depois de ter sido posto de pé, o conjunto inteiro foi destruído e espoliado pelos Bereberes. O que ainda resta é digno de ver-se.
Na minha opinião o conjunto é ainda mais belo pelo estado de ruína em que se encontra, no meio de uma paisagem quase desértica e de cores ocre e azul alucinantes.
Um lugar imprescindível para os amantes de ruínas, de lendas ou de simplesmente lugares com encanto. Recomendo que vão muito cedo ou ao entardecer, já que o calor do meio-dia pode chegar a ser asfixiante e perdem-se muitos dos matizes da luz mais cálida.