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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Córdoba - Espanha (II)



Para além da Mesquita-Catedral, é também classificado pela UNESCO o centro histórico da cidade, incluindo a Sinagoga, o bairro da Judiaria, o Alcazar e a Ponte Romana.

 







Visitar Córdoba é como viajar para trás no tempo. Encontramos aqui as três grandes religiões monoteístas juntas numa só cidade.
Continuando a ser uma típica cidade moura, é fascinante deambular pelas ruas estreitas e sinuosas da judiaria ou visitar a sinagoga, espreitar os banhos árabes, ou desfrutar de um cous-cous numa esplanada à sombra da muralha da Catedral-Mesquita. A não perder é a Rua das Flores, uma pequena rua muito típica, com os tradicionais vasos de flores pendurados nas paredes, e com vista para a torre da catedral. No beco onde esta rua termina há uma loja onde se pode ver um poço árabe com 1200 anos e 22 metros de fundo.
Mas, ainda hoje, é o som das cítaras que embala os chás com frutos secos nas muitas teterías da cidade, que se espalham por pátios frondosos em ruas estreitas de calçamento irregular.










Rua das Flores











O Alcázar de los Reyes Cristianos encontra-se nas margens do rio Guadalquivir que atravessa a cidade de Córdoba e é uma alcáçova medieval que serviu como uma das principais residências de Isabel de Castela e Fernando II de Aragão.Embora o alcázar apresente elementos islâmicos, quase toda a estrutura foi construída sob o governo cristão.
Os jardins de influência moura são originários dos séculos XVIII e XIX,  formados por piscinas, passeios e fontes rodeados de densa vegetação. É um passeio muito recomendável numa visita a Córdoba sobretudo se é Primavera pois encontrarão o jardim completamente florido.













Medina Azahara

Fica a aproximadamente 8 kms de Córdoba, para Oeste, e é um dos lugares mais importantes e com mais encanto de Córdoba, e a lenda conta que a sua origem tem a ver com uma história de amor.

Segundo a lenda, em 936 d.C., o califa Abdul Rahman construiu esta cidade-palácio em honra da sua escrava Azahara, ainda que realmente esteja assente que se tratava de algo mais material: uma obra desta magnitude era um símbolo muito claro de poder.
Jardins, fontes, luxo e ostentação no que foi uma cidade-palácio de sonho. As suas zonas mais importantes são os quartos privados, a Casa Real, a Casa dos Visires, a Casa do Exército, a Casa de Cháfar, a Casa do Príncipe, o Pórtico Oriental, o Salão de Abs al-Rahman III e o Salão Rico.

No entanto, a obra arquitectónica foi muito fugaz. Setenta e quatro anos depois de ter sido posto de pé, o conjunto inteiro foi destruído e espoliado pelos Bereberes. O que ainda resta é digno de ver-se.




Na minha opinião o conjunto é ainda mais belo pelo estado de ruína em que se encontra, no meio de uma paisagem quase desértica e de cores ocre e azul alucinantes.

Um lugar imprescindível para os amantes de ruínas, de lendas ou de simplesmente lugares com encanto. Recomendo que vão muito cedo ou ao entardecer, já que o calor do meio-dia pode chegar a ser asfixiante e perdem-se muitos dos matizes da luz mais cálida.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Córdoba - Espanha (I)

Quando no século VIII os árabes entraram na Andaluzia, iniciaram em Córdoba a construção duma cidade que rivalizasse com as grandes metrópoles do mundo árabe: Bagdad, Damasco, Constantinopla e Cairo
Iniciaram assim a construção de uma infinidade de mesquitas e palácios.













Entre estas mesquitas encontrava-se aquela que se viria a tornar numa referência em todo o mundo Islâmico da época. Inspirada na de Damasco, a mesquita sofreu sucessivas ampliações até se tornar a enorme floresta de colunas e arcos vermelhos e bejes que os cristãos encontraram em 1236 aquando da reconquista cristã do califado da Andaluzia, que até aí tinha dominado quase toda a Península Ibérica.



Uma parte desta obra prima, foi então destruída para dar lugar a uma catedral católica.  Alguém disse uma vez - "Destruíu-se uma obra única no mundo para se fazer aqui uma catedral como tantas outras" - Em parte teve razão, mas a mesquita-catedral de Córdoba é assim um edifício incomparável a qualquer outro no mundo, um exemplo da tolerância religiosa e da fusão de duas culturas diferentes.





















quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Dreams




Dreams are a big part of our lives
and we must do whatever it takes
to make them a reality;
by the plans we make,
the course we take,
and the things we do.

Don't dwell on past mistakes.
Leave yesterday behind,
along with all it's problems,
worries and doubts.

Realize you can't change the past,
but you can start a new tomorrow.
Don't try to do everything at once;
take one step at a time,

Don't ever be afraid to try the Impossible
no matter what others may think.
Remember we are Unique
in our own special way.

Don't ever stop Dreaming!
Don't ever stop wanting what's right for you!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

America's Cup


Com quase 160 de idade, a America’s Cup é a mais antiga competição do desporto mundial.
A America’s Cup tornou-se numa das competições mais importantes do calendário desportivo internacional - tendo os melhores velejadores nos barcos mais rápidos do mundo, os catamarãs AC45 e AC72 com a sua “vela-asa”.








Esta fase da competição iniciou-se no dia 6 deste mês em Cascais, pela primeira vez, em Portugal, situando-nos num circuito absolutamente apaixonante, que segue, em setembro, para Plymouth - Inglaterra e, em novembro, para San Diego - EUA.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Borboleta




Cecília Meireles

No misterio do sem-fim equilibra-se um planeta. E no planeta um jardim e no jardim um canteiro no canteiro uma violeta e sobre ela o dia inteiro entre o planeta e o sem-fim a asa de uma borboleta.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sevilha - Espanha (II)

A Praça de Espanha de Sevilha constitui um conjunto arquitectónico enquadrado no Parque Maria Luisa que configura um dos mais espetaculares espaços da arquitetura regionalista.

A Praça de Espanha foi o projecto mais emblemático da Exposição Iberoamericana de 1929, projectada pelo arquiteto Aníbal Gonzalez. As obras de construção iniciaram-se em 1914, chegando a trabalhar nele, simultaneamente, mais de mil operários. Foram levantados alguns obstáculos, nomeadamente o custo exagerado, em tempo de crise; a altura das torres, que tiveram de baixar em relação ao previsto para não rivalizar com a Giralda, e a construção da ria artificial que era uma afronta a uma cidade com tanta escassez de água.

A Praça tem 200 metros de diâmetro, com uma forma semielíptica que simboliza o abraço de Espanha às suas antigas colónias e olha o Guadalquivir como caminho a seguir até a América. A sua superfície total é de 50.000 metros quadrados, dos quais apenas 19.000 estão edificados.

Tem um canal a rodear a praça que percorre 515 metros e é atravessado por quatro pontes.
A construção está realizada em ladrilho com ampla decoração cerâmica e ferro forjado.












quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Amarelo


Vou te oferecer hoje um poema
sem versos...nem estrofes
Ele tem pétalas e folhas
e elas traduzem o sol
Não tem rimas, nem métrica
e se sustenta em tênues galhos
Balança ao som do vento
mata a sede com o orvalho
Com ele, enfeita teu caminho
e colhe dele o pólen mais fértil
Semeia a poesia
E quando estiveres sozinho
deixa-o entrar pelos poros
Ele é frágil, mas tão belo
Guarda-o para as noites escuras
e deixe que ele floresça...
em tons de amarelo.

(Magda Rosa)