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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Having hope..


There are those who look at things
the way they are, and ask why....
I dream of things that never were,
and ask why not?

terça-feira, 28 de junho de 2011

Aldeias de Xisto

Num mundo onde tudo é feito de xisto, parti à descoberta das Aldeias de Xisto da Serra da Lousã.  Talasnal, Aigra Velha, Pena, Comareira, Chiqueiro e tantas outras.
Estas aldeias inserem-se numa paisagem tão serena, como é contagiante a simpatia das suas gentes. Como som ambiente ouve-se apenas os chocalhos dos rebanhos que pastam nos campos em redor e a água a correr das fontes. As ruas, que antigamente eram percorridas por caravanas de comerciantes que ao atravessar a serra, aqui vinham pernoitar, são agora pacatas. Para atingir algumas destas aldeias é necessário percorrer longos percursos em estradas de terra batida repletas de buracos, mas tudo compensa quando se atinge a aldeia, e podemos refrescar-nos nas fontes ou mesmo mergulhar na ribeira de águas cristalinas como é o caso da Aldeia de Pena.
Sente-se o pulsar destas terras percorrendo as ruas estreitas e os caminhos sinuosos que as rodeiam entre sobreiros, castanheiros, carvalhos e pinheiros, com excelentes trilhos para passeios pedestres e BTT.
São cenários idílicos que nos convidam a respirar fundo,  a retemperar forças junto de um qualquer regato ou a provar os saborosos produtos regionais.

ALDEIA DO TALASNAL










ALDEIA DE PENA








segunda-feira, 27 de junho de 2011

.. sobretudo Amar!


Felicidade não tem peso,
nem tem medida,
não pode ser comprada,
não se empresta,
não se toma emprestada,
não resiste a cálculos,
porque não é material,
nos padrões materiais do nosso mundo.
Só pode ser legítima.

Felicidade falsa não é felicidade,
é ilusão.

Mas,
se eu soubesse fazer contas na medida do bem,
diria que a felicidade pode ter tamanho,
pode ser grande,
pequena,
cabendo nas conchas da mão,
ou ser do tamanho do mundo.


Felicidade é sabedoria,
esperança,
vontade de ir,
vontade de ficar,
presente, passado, futuro.


Não se pode ter pressa de ser feliz,
porque a felicidade vem devagarinho,
como quem não quer nada.

Ser feliz não depende de dinheiro,
não depende de saúde,
nem de poder.

Felicidade não é fruto da ostentação,
nem do luxo.

Felicidade é desprendimento,
não é ambição.

Só é feliz quem sabe suportar, perder,
sofrer e perdoar.


Só é feliz quem sabe,
sobretudo,
amar.

(Wanderlino Arruda)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Saudade


Serengeti - Tanzânia

Para sempre é muito tempo. O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...

(Mário Quintana)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Moinhos da Serra da Atalhada


Do nascer ao pôr do sol, a paisagem é deslumbrante e o sossego incita ao relaxe. Estamos no cume da Serra o que permite avistar todas as serras em redor : Aveleira, Buçaco, Caramulo, Lousã, Gardunha e Estrela.
A madrugada ainda não se anunciou quando, o restolhar das ervas lá fora me convida a sair da cama e investigar. Sento-me à porta do moinho na pedra secular onde muitos moleiros devem ter descansado das suas actividades, e contemplo a paisagem. Ontem, o nevoeiro era intenso a esta hora, mas hoje a paisagem está límpida e o céu começa a clarear ao som dos primeiros chilreares dos muitos pássaros que começam já a anunciar a alvorada.
Coelhos saltitam aqui e ali,  pelo meio das ervas, e eu sei que, se ficar muito quieta, eles acabarão por se aproximar. A erva pinga de orvalho e as teias de aranha parecem belos colares de pérolas.
Mais uns minutos e os primeiros raios vermelhos surgem no horizonte. Aconchego o casaco porque, apesar de não haver vento, a madrugada está fresca.
Agora sim, o sol já subiu alguns centímetros no horizonte e está na hora de voltar mais um bocadinho para o aconchego dos lençois. Mais uma bela manhã, no alto da serra.




Na freguesia de Friumes, concelho de Penacova, mais própriamente no cume da Serra da Atalhada, ergue-se um belo complexo Turístico, composto por um conjunto de 23 Moinhos de vento, um Bar e um Restaurante.
Não se sabe ao certo, o ano de construção dos Moinhos de Vento, sabe-se isso sim, que estes foram construídos há séculos, por pessoas que se dedicavam à moagem do cereal, (os moleiros). Abandonada a actividade, os Moinhos, foram-se degradando, atingindo alguns um estado de ruínas total.
No entanto, alguns organismos e entidades deitaram mãos à obra e e os Moinhos da Serra da Atalhada foram adaptados a Turismo Rural.
É um local paradisíaco, propício ao romantismo, excelente para passeios na natureza, desde a serra até às margens dos rios Alva ou Mondego, passando e descobrindo as culturas e tradições das gentes dos lugarejos que a circundam.