Seguidores

segunda-feira, 27 de junho de 2011

.. sobretudo Amar!


Felicidade não tem peso,
nem tem medida,
não pode ser comprada,
não se empresta,
não se toma emprestada,
não resiste a cálculos,
porque não é material,
nos padrões materiais do nosso mundo.
Só pode ser legítima.

Felicidade falsa não é felicidade,
é ilusão.

Mas,
se eu soubesse fazer contas na medida do bem,
diria que a felicidade pode ter tamanho,
pode ser grande,
pequena,
cabendo nas conchas da mão,
ou ser do tamanho do mundo.


Felicidade é sabedoria,
esperança,
vontade de ir,
vontade de ficar,
presente, passado, futuro.


Não se pode ter pressa de ser feliz,
porque a felicidade vem devagarinho,
como quem não quer nada.

Ser feliz não depende de dinheiro,
não depende de saúde,
nem de poder.

Felicidade não é fruto da ostentação,
nem do luxo.

Felicidade é desprendimento,
não é ambição.

Só é feliz quem sabe suportar, perder,
sofrer e perdoar.


Só é feliz quem sabe,
sobretudo,
amar.

(Wanderlino Arruda)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Saudade


Serengeti - Tanzânia

Para sempre é muito tempo. O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...

(Mário Quintana)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Moinhos da Serra da Atalhada


Do nascer ao pôr do sol, a paisagem é deslumbrante e o sossego incita ao relaxe. Estamos no cume da Serra o que permite avistar todas as serras em redor : Aveleira, Buçaco, Caramulo, Lousã, Gardunha e Estrela.
A madrugada ainda não se anunciou quando, o restolhar das ervas lá fora me convida a sair da cama e investigar. Sento-me à porta do moinho na pedra secular onde muitos moleiros devem ter descansado das suas actividades, e contemplo a paisagem. Ontem, o nevoeiro era intenso a esta hora, mas hoje a paisagem está límpida e o céu começa a clarear ao som dos primeiros chilreares dos muitos pássaros que começam já a anunciar a alvorada.
Coelhos saltitam aqui e ali,  pelo meio das ervas, e eu sei que, se ficar muito quieta, eles acabarão por se aproximar. A erva pinga de orvalho e as teias de aranha parecem belos colares de pérolas.
Mais uns minutos e os primeiros raios vermelhos surgem no horizonte. Aconchego o casaco porque, apesar de não haver vento, a madrugada está fresca.
Agora sim, o sol já subiu alguns centímetros no horizonte e está na hora de voltar mais um bocadinho para o aconchego dos lençois. Mais uma bela manhã, no alto da serra.




Na freguesia de Friumes, concelho de Penacova, mais própriamente no cume da Serra da Atalhada, ergue-se um belo complexo Turístico, composto por um conjunto de 23 Moinhos de vento, um Bar e um Restaurante.
Não se sabe ao certo, o ano de construção dos Moinhos de Vento, sabe-se isso sim, que estes foram construídos há séculos, por pessoas que se dedicavam à moagem do cereal, (os moleiros). Abandonada a actividade, os Moinhos, foram-se degradando, atingindo alguns um estado de ruínas total.
No entanto, alguns organismos e entidades deitaram mãos à obra e e os Moinhos da Serra da Atalhada foram adaptados a Turismo Rural.
É um local paradisíaco, propício ao romantismo, excelente para passeios na natureza, desde a serra até às margens dos rios Alva ou Mondego, passando e descobrindo as culturas e tradições das gentes dos lugarejos que a circundam.










quinta-feira, 16 de junho de 2011

Penacova


Segue o encanto de curva em curva, de recanto a recanto. Lá em baixo corre o rio Mondego e, em frente, erguem-se encostas soberbas de arvoredo. Espreitam suaves os raios de Sol. Alarga-se o vale e nasce na meia encosta a vila de Penacova. Assim, é o passeio para quem vem de Coimbra.
 
Depois é subir ao penedo de Castro, de onde tudo se vê - os penhascos da Livraria do Mondego, os meandros, os areais e os campos da borda de água, ou, na linha do horizonte, a Capela da Senhora do Monte Alto.

E, mais abaixo. como que deslumbrado por este panorama sublime empoleirando-se à séculos, em apertado terreiro, o casario risonho de Penacova que honra os seus visitantes com o miradouro de Emídio da Silva, a Igreja Matriz, as Capelas de S. João e Santo António.





quarta-feira, 15 de junho de 2011

As flores e as cores




As flores são como as cores
Lindas e divertidas.
De várias espécies e feitios
Até das mais atrevidas.

Trazem recordações
E fazem lembrar canções.
Abrem corações
E criam muitas paixões.

O vermelho lembra o amor,
Mas também faz lembrar a dor.
E existem várias flores,
Desta cor.

O verde lembra a esperança
E o brilho da erva.
O azul faz lembrar o mar
Para onde quer que nos leva.

O amarelo lembra o Sol brilhante
E as pessoas elegantes.
O rosa lembra a cor,
Mas também a flor.

Existem várias cores
Todas com a sua característica,
Aprenda o seu significado
E seja mais ambientalista.


Telma Branco