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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Energia..




Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

(Carlos Drummond de Andrade)

D. Fernando II e Glória

A Fragata "D.Fernando II e Glória", o último grande navio à vela da Marinha Portuguesa e também a última "Nau" a fazer a chamada "Carreira da Índia" – verdadeira linha militar regular que, desde o século XVI e durante mais de 3 séculos, fez a ligação entre Portugal e aquela antiga colónia – foi o último grande navio que os estaleiros do antigo Arsenal Real de Marinha de Damão construíram para a nossa Marinha.




A viagem inaugural, de Goa para Lisboa, teve lugar em 1845, com largada em 2 de Fevereiro e chegada ao Tejo, em 4 de Julho. Desde então, foi utilizada em missões de vários tipos até Setembro de 1865, data em que substituiu a Nau Vasco da Gama, como Escola de Artilharia, tendo ainda, em 1878, efectuado uma viagem de instrução de Guarda-Marinhas aos Açores, que foi a sua última missão no mar, onde teve a oportunidade de salvar a tripulação da barca americana "Laurence Boston" que se incendiara.
























Durante os 33 anos em que navegou, percorrendo cerca de 100 mil milhas, correspondentes a quase 5 voltas ao Mundo, a "D.Fernando", como era conhecida, provou ser um navio resistente e de grande utilidade, tendo efectuado numerosas viagens à Índia, a Moçambique e a Angola para levar àqueles antigos territórios portugueses unidades militares do Exército e da Marinha ou colonos e degredados, estes últimos normalmente acompanhados de familiares. Chegou até a levar emigrados políticos espanhóis para os Açores.






Em 1963, um incêndio destruiu grande parte do navio, que ficou a apodrecer durante 30 anos, no estuário do Tejo. Foi decidida já na década de 1990 a sua recuperação, o que chegou a acontecer, de forma a incorporar a Expo'98.












A Fragata "D.Fernando II e Glória" encontra-se em Cacilhas, junto ao terminal fluvial e está aberta ao público.


 







terça-feira, 12 de abril de 2011

Viver e deixar viver



Hoje dediquei-me a pensar e a escrever sobre algo que me tem vindo a deixar apreensiva: a maneira como lidamos com outras filosofias de vida que não a nossa. Ocorrem-me de tempos a tempos, sobretudo em dias mais tristes, pedaços de frases soltas ouvidas ou lidas algures, palavras que ecoam na minha memória, e que me deram que pensar geralmente não pelos melhores motivos. Frases em que fui surpreendida pela arrogância e pelo elitismo mais ou menos assumido que me rodeava.



Considerando-se vencedores dignos e meritórios, censuram impiedosamente quem não se regeu pelos mesmos parâmetros, e não teve os mesmos objectivos.

Fez-me pensar o quanto é fácil para eles julgar todos os outros, considerá-los à partida e por definição um fracasso, nem que seja a fim de mostrarem aos outros (e sobretudo talvez a si próprios) as suas conquistas e virtudes. Este discurso com as suas muitas variações tem a capacidade de me enfurecer e mais tarde de me entristecer, por lamentar sobretudo a visão limitada e limitativa que têm da vida e da sociedade onde a vivemos. Talvez também seja mais fácil julgar a vida dos outros do que compreender que existem outras maneiras de ver a mesma realidade, que certamente não serão menos legitimas. Talvez mais elementar ainda: entender que a vida de cada um pertence a esse individuo e em ultima analise ele tem o direito de decidir o que fazer dela (desde que cumpra as regras em que a sociedade se baseia, ou seja desde que cumpra a lei) e as suas decisões podem e devem merecer o nosso respeito, concordemos com elas ou não. Dito de outra maneira, muitos de nós, senão mesmo todos nós, devemos aprender a viver e deixar viver.


A tolerância, o simples respeito pelos outros, pelos quais tantos lutaram e ainda hoje muitos lutam, é talvez a maior das utopias, mas talvez seja também a chave para um mundo mais justo. Quando finalmente soubermos (sabê-lo-emos algum dia?) deixar o pensamento mesquinho e egoísta, sairmos do nosso confortável casulo e virmos o mundo real com a finalidade de compreender e não de julgar (afinal quem somos nós para o fazermos, quem nos deu tal direito?) tornar-nos-emos mais humanos, mais abertos, mais capazes apreciar a diversidade natural e necessária dos seres humanos. (Ana Teresa)



Vivam e deixem viver!
Somos realmente todos diferentes, e é esse pormenor que torna a vida interessante.
Se assim não fosse, que monotonia.....

... pelo menos somos sinceros....





segunda-feira, 11 de abril de 2011

A Ponte e a Cerca



Na vida...
Podemos escolher entre ser ponte...
Que une uma margem à outra de um rio.
Ou ser uma cerca...
Que separa um território de outro.

Se compararmos...
Podemos perceber que se formos ponte...
Iremos unir todas as coisas...
Que por algum motivo nesta vida...
Vivem separadas.
Se formos cerca...
Estaremos dividindo... Marcando espaço...
Quando poderíamos formar elos...
Entre mundos em duelos.

Como ponte...
Podemos aumentar amizades...
Fazer elos de ligações entre comunidades...
Amar com mais intensidade...
Juntar forças entre dois extremos em inimizades.




Como cerca...
Aumentamos divisões... Isolamentos...
Deixamos a vida mais solitária...
Esquecemos de ser humanitários...
Quando poderíamos nos unir a quem necessita...
De alguém mais solidário.

Sejamos nesta vida rápida e passageira...
Ponte que une... Mensageira...
Elo de ligação... Entre nações estrangeiras...
Ponto de união...

Simples... Como flor de laranjeira...
Lançando perfume com notas sublimes...
A solitários e sofridos corações...
Que tanto o mundo reprime.

De nada nos serve a cerca...
Se formos nós mesmos a perder liberdade...
A encher o coração de saudade...
A deixar que vagarosamente nossa vida se perca.




É jubiloso se sentir ponte...
Ser para nossos semelhantes, verdadeira fonte...
De amizade... União...
Alguém que na hora necessária conosco conte...
Para que possamos sentir saudável o coração.

A escolha é nossa... É minha...
Ser cerca... Ou estar sozinha?
Ou ponte... E ter sempre a fronte...
Companhia... Sincero sentimento...
Que à nossa vida...
Só trará acalento.

Sejamos ponte na comunidade...
Ponte em nossa família...
Ponte da fraternidade...
Semeando amor em grande quantia.



Ponte 25 de Abril - Lisboa


Sejamos PONTE...
Derrubemos CERCAS...
Seremos de companheirismo uma fonte...
Para que muita alma não se perca.

(Marilene Mees Pretti)



sexta-feira, 8 de abril de 2011

she was me




The trees were blooming
the green grass was covered with small pink petals.
the birds sang while jumping from branch to branch.

The sun was shining brightly above her head,
but instead of admiring what was going on around her,
her head was kept down, her knees squeezed between her arms....

she was still for so long,
that it seemed almost as she was sleeping.
her eyes were closed and only her shoulders trembled from time to time.

all around her was fresh, brightful and filled with energy
but she was so unhappy that it was almost touchable.

and I didn't need to look closer
to see
that she was me.

Happy


When I was 5 years old, my mom told me that hapiness was the key to life.
When I went to school, they asked me what I wanted to be when I grew up.
 I wrote down "happy".
 They told me I didn't understand the assignment,
 and I told them they didn't understand life.