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domingo, 2 de janeiro de 2011

HAPPY NEW YEAR 2011

Masai child - Serengeti - Tanzânia

There are no seven wonders of the world in the eyes of a child.  There are seven million.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL

Volta Home - Ghana 2010


Natal quente
Natal do cheiro a capim
do pinheiro selvagem
plantado no jardim.

Natal escaldando!

O melhor Natal do Mundo
só pode ser ...(para mim)
o Natal africano!

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Nada como "fechar" o ano com uma foto do que há de melhor neste mundo. As crianças!

Que neste Natal voces sintam toda a alegria necessária para serem felizes a cada instante, que encontrem razões para continuar a viver sorrindo e fazendo amigos e que todos os desejos e sonhos se tornem realidade.

Estarei de volta no início do ano, cheia de fotos e de ânimo para receber de braços abertos o que o futuro me reserva. Até lá amigos, fiquem bem!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Lisboa



Ó Lisboa  minha musa
À  beira Rio  plantada
És a cidade mais Lusa
Desta Pátria minha amada.

Tu és verso e és poema
Cidade que nos ufana
Há oito séculos suprema
Como gesta Lusitana...

Inspiração de poetas
És tema de mil canções
Tuas ninfas predilectas
Já inspiraram Camões.

Ostentas reino lendário
Onde a saudade é reinado
No teu trono relicário
Vive um Rei chamado Fado...

E o que mais alto ressoa
No País das cinco quinas
É ver que a nossa Lisboa
Também tem sete colinas ...

Ó Lisboa da saudade
Nestes versos exaltada
Pelos teus dotes...CIDADE
És no mundo....A MAIS CANTADA !...

(Euclides Cavaco)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Trincheiras de medo em tempo de Natal..




É noite. Em meu redor, tudo explode em ruídos bombásticos que nos secam a voz.
Estilhaços atingem alguns dos meus companheiros, que gemem, escoando-se em sangue.
O som sibilante dos engenhos explosivos que caem, transformam-nos em ratos escondidos em tocas de pavor.

Entre nós, o silêncio é pesado, com excepção para o sofrimento que se perde entre os lábios gretados daqueles que jazem no chão enlameado.

O céu limpo, está semeado de estrelas.
Julgo executar um cântico de amor por entre a fraternidade involuntária que, desde há horas, une os soldados desta trincheira perdida em território inimigo.

Um murmura : - "É Natal....".

Relembro o badalar lento do relógio de sala de jantar da minha casa, o pinheiro iluminado, a lareira acesa...

Mais ou menos por esta hora, a minha mãe, envergando o seu melhor vestido, com uma gola de renda a rodear-lhe o pescoço, entrava e pousava a ceia na mesa por ela própria decorada. Esta, coberta pela toalha bordada com esmero, herança da avó, onde raminhos de bagas de azevinho alegravam o conjunto, maravilhava-nos a todos pelo que sobre si continha e pelo que para nós representava aquele ritual anualmente repetido.

O pai, muito solene, no seu colarinho engomado e gravata posta a rigor, dirigia-se para o seu lugar à cabeceira, começando então a refeição.

O silêncio era a forma por nós escolhida para saborearmos em plenitude os momentos deliciosos que antecediam a meia-noite. Esta mágica, surgindo do nada, transportava-nos a tempos longínquos, onde a injustiça já marcava o coração dos homens. E um deles, na sua condição assumida até às últimas consequências, conseguiria alcançar, através de constantes rasgos de coragem e abnegação, que a sua luta pelo amor e pela paz chegasse até aos nossos dias, senão na prática e acções de cada um, pelo menos na memória de muitos.

Olhando a estrela mais bela do firmamento celeste, encaro a minha condição de homem, também esquecida, também esmagada, nas secretárias dos senhores da guerra.

E a pontaria certeira dos archeiros do céu, provoca a explosão derradeira de uma pequena trincheira onde meia dúzia de homens, apáricos, sós, lembram vagamente o Natal.....

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mensagem de NATAL


Ghana - 2009


Com a Felicidade do Meu Sonho

Com um lápis desenhei:
A felicidade, a bondade,
O amor e a lealdade.
Com uma borracha apaguei:
O ódio, a guerra, a mentira e o sofrimento.
Com uma moeda comprei:
Alimentos para quem tinha fome,
Roupa para quem tinha frio,
E um lar para quem não tinha abrigo.

Com a felicidade do meu sonho,
Desenhei o desejado,
Apaguei o errado
E fiz sorrir.

(Estrela Polar)



Ghana - 2009


Toco a tua ausência



Só para afastar esta tristeza
para iluminar meu coração
falta-me bem mais tenho a certeza,
do que este piano e uma canção.
Falta me soltar na noite acesa
o nome que no peito me sufoca,
e queima a minha dor.

Falta-me solta-lo aos quatro ventos
para depois segui-lo por onde for,
ou então dize-lo assim baixinho
embalando com carinho,
o teu nome, meu amor.

Porque todo ele é poesia,
corre pelo peito como um rio
devolve aos meus olhos a alegria
deixa no meu corpo um arrepio,
porque todo ele é melodia
porque todo ele é perfeição.
É na luz que vem.

Falta-me dize-lo lentamente
falta soletra-lo devagar,
ou então bebe-lo como um vinho,
que dá força pro caminho
quando a força faltar.

Falta-me solta-lo aos quatro ventos
para depois segui-lo por onde for,
ou então dize-lo assim baixinho
embalando com carinho,
o teu nome, meu amor.
Porque todo ele é melodia
e porque todo ele é perfeição.
É na luz que vem.

Falta-me solta-lo aos quatro ventos
para depois segui-lo por onde for,
ou então dize-lo assim baixinho
embalando com carinho,
o teu nome, meu amor.

Miguel Gameiro