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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Praia deserta


A praia nunca se perde,
Deserta, sozinha,
Viva ou decadente,
É sempre uma praia acesa
Uma chama unida no fim do mar.

(Ricardo Bernardes)


Baú das recordações


Hungria - 2006
ou será 1906 ???


Assim fomos abrindo aquelles mares ...



Assim fomos abrindo aqueles mares,
Que geração alguma não abriu,
As novas ilhas vendo e os novos ares,
Que o generoso Henrique descobriu;
De Mauritânia os
montes e lugares,
Terra que Anteu num tempo possuiu,
Deixando à mão esquerda; que à direita
Não há certeza doutra, mas suspeita.

(enxerto Canto V - Lusíadas)






Agora sobre as nuvens os subiam
As ondas de Netuno furibundo;
Agora a ver parece que desciam
As íntimas entranhas do Profundo.
Noto, Austro, Bóreas, Aquilo queriam
Arruinar a máquina do mundo:
A noite negra e feia se alumia
Com os raios, em que o Pólo todo ardia.
(enxerto Canto VI - Lusíadas)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Avião


O avião descolou e partiu...
Nele vai a esperança,
os sonhos,
os sentimentos...
Nele vai a vontade de visitar,
de conhecer,
de vislumbrar,
os locais mais encantadores no planeta.



Este avião com destino incerto
sobrevoa os céus para lá do infinito
enchendo da cor das estrelas
a vida doce dos poetas.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Lisboa a meus pés..



No castelo, ponho um cotovelo
Em Alfama, descanso o olhar
E assim desfaz-se o novelo
De azul e mar

À ribeira encosto a cabeça
A almofada, na cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo







No terreiro eu passo por ti
Mas da graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha, sorri
És mulher da rua
E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho
Que me faz cantar
(enxerto canção Carlos do Carmo)











terça-feira, 26 de outubro de 2010

Onda ???



As ondas do mar erguem-se encapeladas,
      assustam de imediato o navegante,
      mas o temor não dura mais que um instante,
      tantas já foram as marés desafiadas.

      Rebentam na praia, as ondas elevadas,
      os surfistas comemoram ondas gigantes,
      o desafio, a adrenalina constante,
      a prancha e o homem, o tudo ou o nada.

      As ondas da vida são assim semelhantes,
      erguem-se fortes ao seguirmos a estrada,
      são as ondas de tudo o que vivemos antes,
      São a ressaca de nossas ações passadas,
      sobre elas podemos surfar triunfantes,
      ou naufragar os sonhos da nossa jornada.

Jorge Linhaça