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sábado, 9 de outubro de 2010

MARVÃO - ALTO ALENTEJO - PORTUGAL

Vila de Marvão localiza-se no Distrito de Portalegre, região Alentejo e subregião do Alto Alentejo, com cerca de 645 habitantes.


Situa-se no topo da Serra do Sapoio, a uma altitude de 860 metros.








São muitos os sítios a visitar nesta encantadora vila medieval de casas encostadas entre si e alojadas em ruas estreitas e sinuosas.


O Largo do Pelourinho surge no final da Rua das Portas da Vila. Aqui, para além deste marco jurisdicional, classificado como Imóvel de Interesse Público em 1933, encontra-se também o edifício dos antigos Paços de Concelho, ladeado pela torre do relógio e por uma torre sineira e mais acima, a caminho do castelo, a Casa do Governador militar da praça, com as suas sacadas de ferro forjado do século XVII.









Mas, o que mais se destaca nesta vila é a harmonia da construção comum, dos edifícios nobres e das construções religiosas. Este facto é realçado pelas casas entrelaçadas entre si, criando uma massa compacta uniforme e muito agradável.








Os casarios e as igrejas, com paredes em alvenaria de pedra agarrada com cal, quase se confundem pela falta de grandiosidade a que a Igreja nos habituou.

Com formas góticas, renascentistas e barrocas, as estruturas das igrejas foram aqui "trazidas à terra", dando uma sensação de ligação à realidade.
















O castelo inscreve-se hoje no Parque Natural da Serra de São Mamede, onde se ergue na vertente norte da serra, em posição dominante sobre a vila e estratégica sobre a linha da fronteira, controlando, no passado, a passagem do rio Sever, afluente do rio Tejo.




Esse facto garantiu-lhe a atenção de diversos monarcas, expressa em diversas campanhas de remodelação, que deram ao monumento o seu aspecto actual.



Inscrito em região de grande diversidade natural, onde se encontra uma grande variedade de espécies raras e ameaçadas, o castelo foi conhecido como Ninho de Águias, devido a essa espécie que outrora nidificava no seu topo.

À época da Inquisição, assim como Castelo de Vide, Marvão foi utilizada como um lugar de refúgio pelos judeus espanhóis, os chamados sefarditas.






cisterna do castelo
 



 LENDA DE NOSSA SENHORA DA ESTRELA

Nos idos do século VIII, sem conseguir resistir ao avanço dos muçulmanos na região, os habitantes de Marvão abandonaram as suas terras para buscar refúgio nas montanhas das Astúrias, onde se mantinha viva a resistência cristã. Antes de partir, porém, trataram de esconder as imagens sagradas. À época da Reconquista, passados mais de quatro séculos, afirma-se que em uma noite, um pastor guiado por uma estrela, dirigiu-se a um monte onde encontrou, entre as rochas, uma imagem de Nossa Senhora. Em sinal de devoção, foi erguido nesse local um convento franciscano (Convento de Nossa Senhora da Estrela), tendo a Senhora se tornado protectora do castelo. Com relação a essa devoção em particular, conta-se ainda que, uma noite em que forças castelhanas, conduzidas por dois traidores, se aproximavam sorrateiramente do castelo para o assaltar, ouviu-se na escuridão uma voz feminina que bradava Às armas!. Enquanto os sentinelas avisavam a guarnição para se pôr a postos, puderam ser vistos os castelhanos em fuga descendo a encosta, assustados.



O mês de Outubro é sinónimo de Festival Islâmico em Marvão. Trata-se da Al Mossassa, a festa que celebra a fundação de Marvão por Ibn-Maruán



Não é, certamente, o único evento de atmosfera medieval a ter lugar no calendário festivo do nosso país, mas é, absolutamente, um dos mais coloridos, animados e deslumbrantes, constituindo uma oportunidade preciosa de experienciar a História e a cultura em todo o seu esplendor. Desde artesanato islamico, bailarinas de dança oriental, cavaleiros berberes, camelos, aguadeiros, bufões, vendilhões e encantadores de serpentes...a beber um chá de menta numa tenda tradicional berbere ou a admirar o voo de um falcão peregrino. Assistir aos espectáculos musicais, ou provar as iguarias da gastronomia islâmica.


  




ALGUNS MONUMENTOS MEGALÍTICOS NO CONCELHO DE MARVÃO



O chafurdão ou furdão, é um tipo de construção, cuja silhueta em muito se aproxima à da choça, mas cuja estrutura é totalmente divergente.

Na verdade, já alguns estudos sobre os chafurdões foram ensaiados, contudo, nenhuma certeza ainda existe, quer quanto à sua função, quer quanto à data da sua construção.

 Desde sepulturas a casas de habitação, passando por abrigos de animais várias têm sido as opiniões dos investigadores sobre a razão de ser destas edificações. Se os arqueólogos e demais investigadores não são concordantes quanto à sua função, maiores divergências existem quanto à sua origem.

Durante várias décadas foram atribuídas aos Celtas. Mais tarde, com o desenvolvimento das investigações em Micenas, foram conotados com as construções de falsa cúpula do Mediterrâneo e atribuíveis à Pré-História recente. Outros autores preferem associá-las aos povos invasores provenientes do Norte de África.











Sepultura escavada na rocha















Necrópole Megalítica dos Coureleiros

O Parque Megalítico dos Coureleiros é constituído por cinco Antas relativamente próximas entre si, sendo igualmente conhecido por Necrópole Megalítica de Coureleiros, datando provavelmente dos IV e III milénios a.C..

A Anta 1 encontra-se algo degradada, não obstante ainda são visíveis três dos sete esteios graníticos que comporiam originariamente a câmara sepulcral. Dos vestígios arqueológicos encontrados nesta Anta destacam-se desde contas de colar, material cerâmico, pontas de seta e placas de xisto.

A Anta 2, também conhecida como Anta Grande dos Coureleiros é um dos maiores monumentos megalíticos que se tem conhecimento no concelho de Castelo de Vide. Embora também degradada, são ainda visíveis sete esteios que comporiam primitivamente a câmara sepulcral.





A Anta 3 terá sido edificada entre o período Neolítico e o Calcolítico, estando hoje em dia já muito destruída, sendo ainda visível parte da mamoa.

A Anta 4 apresenta uma planta poligonal, com cerca de 3 metros de diâmetro e 2 de altura, apresentando dos sete originais, seis esteios, dos quais apenas três se encontram, hoje em dia, inteiros. Esta estrutura tem sido utilizada ao longo dos séculos para variadas funções, mormente agrícolas.

Todas as Antas estão classificadas como Imóveis de Interesse Público desde 1997, à excepção da Anta 2 que se encontra classificada como Monumento Nacional desde 1910.


Menir da Meada

Descoberto em 1965, o Menir da Meada é o maior Menir da Península Ibérica com cerca de 4 metros de altura a partir do solo, e um diâmetro máximo de 1,25metros, pesando cerca de 15 toneladas.

Classificado como Monumento Nacional, o Menir da Meada terá sido erguido no Período Neo-Calcolítico numa área rica em vestígios megalíticos, aparentemente alinhados entre si.



O Menir da Meada apresentava-se fragmentado, tendo sofrido alguns trabalhos de restauro que possibilitaram restituir a aparência original deste monolítico granítico de configuração fálica.





Para conhecer uma das mais bonitas rectas de Portugal, siga, de carro, pela estrada que vai passar em Portagem e pelo Clube de Golf de Marvão. Este caminho é ladeado por Freixos pintados com saias brancas reflectoras. O túnel formado por estas àrvores deixa qualquer um deslumbrado.




CASTELO DE VIDE

Castelo de Vide irrompe numa fresca colina da Serra de São Mamede, por entre as densas matas de oliveiras e soutos. A airosa vila, já chamada de "Sintra do Alentejo", é um museu vivo que concentra relíquias seculares de inolvidável beleza.




A mais antiga referência escrita conhecida sobre a povoação data de 1273, mas há autores que defendem que terá sido Pedro Annes que, em 1180, lhe outorgou o primeiro foral, seguindo-se-lhe em 1310 o de D. Dinis, que mandou construir o castelo, e posteriormente o de D. Manuel I.








Conhecida pelos inúmeros monumentos do passado, entre os quais se encontram valiosos vestígios arqueológicos da Pré-História e Alta Idade Média, dezenas de igrejas, encantadoras vielas que conservam o maior e mais belo núcleo de portas góticas em Portugal, Castelo de Vide dispõe também do privilégio de ser um dos mais reconhecidos centros termais de Portugal, possuir um clima ameno e situar-se perto da Barragem da Póvoa, um importante pólo de atracção turística a acrescer a esta vila cuidadosamente preservada.








O castelo de Castelo de Vide, poderá ter sido reconquistado aos árabes por D. Afonso Henriques, apesar de só por volta de 1232, esta povoação aparecer devidamente referenciada.


A importância deste castelo levou a alguns conflitos, nomeadamente entre os filhos de D. Afonso III, já que este monarca doou o castelo ao infante D. Afonso, que começou a reforçar as suas defesas, acto que seu irmão, o rei D. Dinis, achou suspeito, pelo que cercou o castelo e foi a intervenção do reino de Aragão que pôs fim à contenda.


D. Afonso IV, em 1327, conforme inscrição sobre uma das portas, mandou reforçar as defesas do castelo e sob o reinado de D. Fernando, é entregue à Ordem de Avis.

À semelhança de muitas outras fortalezas, durante a Guerra da Restauração, depois de 1640, foram-lhe introduzidas alterações para a utilização de artilharia. Alguns anos depois é alargada a sua estrutura defensiva e construído o Forte de São Roque.


Vista da base do castelo. Consegue ver-se Marvão ao longe

As guerras com Espanha e as invasões francesas, causaram grandes danos e esta posição militar foi desactivada. O castelo está classificado como Monumento Nacional, conserva as muralhas e torres, a Torre de Menagem e no exterior existem ainda parte das muralhas da vila e os edifícios dos aquartelamentos.




NISA

Nisa é uma vila localizada a poucos quilómetros de Castelo de Vide.


De uma vila algo desleixada com largos e praças em terra batida, como a recordo há 14 anos atrás, Nisa tornou-se uma vila limpa e bem cuidada. O castelo e área envolvente foram restaurados assim como toda a parte antiga de ruas estreitas. A praça principal convida a sentar nos muitos bancos que a rodeiam, o cheiro das flores dos jardins é intenso.





































Praia da Crismina - Guincho - Portugal


I’m going to smile and make everyone think I’m happy, I’m going to laugh, so nobody sees me cry, I’m going to let it go in style, and even if it kills me - I’m going to smile.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Monte da Lua - Sintra - Portugal (II)

Já vos falei da Vila Velha de Sintra, do Castelo dos Mouros e do Palácio da Pena e seus lindíssimos jardins.

No entanto, muitas outras coisas ficaram por contar e mostrar.
Monserrate, Peninha, Seteais, Convento dos Capuchos, Quinta da Regaleira...e muitos outros.

Hoje vou mostrar-vos, de todos os locais lindos de Sintra, aquele que eu mais gosto. Um local que me dá paz e tranquilidade, onde gosto de me sentar e ficar em plena contemplação, a ouvir os sussurros da árvores, o piar dos pássaros, o murmurar da fonte....  Um local de excelência também para disparar a torto e a direito o obturador da minha máquina fotográfica. É também, felizmente, um dos lugares menos visitados pelos turistas  e portanto, antes das 11h da manhã dificilmente encontro lá mais alguém a não ser o guarda.

Não admira que eles tenham escolhido um  lugar assim.....


CONVENTO DOS CAPUCHOS







O Convento dos Capuchos foi mandado construir em 1560 por D. Álvaro de Castro, conselheiro de Estado de D. Sebastião e vedor da Fazenda, em resultado do cumprimento de um voto de seu pai, D. João de Castro, quarto vice-rei da Índia. O Convento de Santa Cruz da Serra de Sintra surgia, assim, num lugar isolado e inóspito, cujas condições naturais à época da sua fundação, tiveram decerto forte influência na escolha da sua localização.


Terreiro das cruzes



Este convento ficou conhecido pela pobreza da sua construção.



  


Entrada principal



As celas e os dormitórios são de dimensões muito reduzidas e apenas revestidas a cortiça para o isolamento contra o frio.


A abóboda da capela da entrada principal é escavada na própria rocha, assim como a cozinha e a casa das águas.

 
Entrada principal. O tecto é coberto a cortiça.

O Convento materializa o ideal de fraternidade e irmandade universal dos frades franciscanos.  

Os que o habitaram integravam-se na Província da Arrábida, da Ordem dos Frades Menores Regulares e Observantes.
Habitado ainda nos finais do século XVIII, o Convento de Santa Cruz dos Capuchos terá sido abandonado em 1834, com a extinção das ordens religiosas que o regime liberal determinara.


Capela da entrada






Os elementos artísticos existentes no convento apresentam-se hoje muito degradados, fruto do próprio tempo, e sobretudo dos actos de vandalismo a que todo este monumento foi submetido.








Pormenor da cozinha

Refeitório



A rusticidade do convento, contudo, não pôde ser adulterada pela austeridade inerente a uma estrutura quase rupestre. Numa visita ao edifício, percorremos a exiguidade dos seus corredores incorporados nos blocos de granito, e deixamo-nos envolver na penumbra do quotidiano destes religiosos. Da Igreja passa-se para o Coro Alto onde se entoavam os cânticos da celebração da missa. Descobre-se, nesse local, a entrada para o corredor das celas, cujas portas de pequena dimensão obrigavam à adopção de uma postura de genuflexão, expressão de humildade perante a intimidade desse local. No final do corredor encontra-se o refeitório onde as refeições tinham lugar sobre uma mesa de pedra, ofertada pelo Cardeal D. Henrique como prova da sua admiração pela vida que aqui se levava. Através de uma ministra, vislumbra-se a cozinha e mais adiante, a Cela do Noviço.


Na Casa das Águas, pode constatar-se a preocupação dos frades com a higiene e salubridade do meio em que viviam. O quotidiano desta casa era também preenchido pelas ocupações a que estes religiosos se entregavam na biblioteca, nas enfermarias, sendo ainda possível descobrir-se a ala dos hóspedes e finalizar-se o percurso pelo interior do edifício entrando na Sala do Capítulo.

A vegetação que rodeia o Convento deve-se já a políticas de gestão florestal de meados do século XIX.




Claustro


Antigamente, o local era muito mais aberto e ensolarado, como pode ser visto nas gravuras
contemporâneas à ocupação dos frades. Fora da cerca do convento os terrenos eram cultivados e também se praticava a pastorícia. Os bosques estavam limitados aos terrenos rochosos e aos altos dos penedos. A mata do convento, com os seus velhos carvalhos e arbustos de grande porte, beneficiou seguramente da protecção dos religiosos. 



Esta mata é constituída por uma formação arbórea submediterrânica dominada por carvalhos caducifólios, com elementos do maquis mediterrânico no subcoberto e grande profusão de fetos, musgos e plantas epífitas e trepadeiras que tudo envolvem e recobrem num denso emaranhado vegetal.




Destacam-se, ainda, como exemplares isolados cultivados pelo Homem, o frondoso plátano que cobre o adro do convento, o velho freixo do pátio de entrada e alguns exemplares de buxo de porte invulgar que marginam os caminhos.
















 Lenda do Convento dos Capuchos


Esta lenda conta a história de um dos frades do convento, Frei Honório que um dia foi tentado pelo diabo e conseguiu resistir.
Conta-se então que, Frei Honório, frade muito estimado e respeitado por todos na região, andava um dia pelos campos quando se lhe surgiu uma formosa rapariga que pretendeu que ele a confessasse. Não tendo ali nenhum confessionário, sem sequer olhar para ela, Frei Honório mandou-a ir ao convento procurar outro frade. No entanto, perante a insistência da rapariga Frei Honório terá apressado o passo afastando-se, sendo perseguido por ela. Assim, o frade voltou-se, e tapando a cara com uma mão para não olhar a tentação, com a outra fez o sinal da cruz, ao qual a moça lançou um grito e desapareceu.

Havendo várias versões desta lenda, uma ainda acrescenta que, para se penitenciar, Frei Honório recolheu-se a uma gruta existente nas imediações do convento onde passou o resto dos seus dias a pão e água.

HORÁRIOS. Dias de encerramento. 1 de Janeiro e 25 de Dezembro
ÉPOCA ALTA. 27 DE MARÇO A 15 DE OUTUBRO9h30 às 20h00 - última entrada às 19h00


DESDE 27 DE MARÇO DE 2010.

CONVENTO DOS CAPUCHOS.
inclui parque envolvente
CRIANCA. até 5 anos.      gratuito
JOVEM. até 17 anos.         4 €
ADULTO. até 64 anos.       5 €
SÉNIOR.                          4 €
CARTÃO JOVEM.              4,5 €

FAMÍLIA (2 adultos e jovens).   13 €

COMBINADOS. bilhetes combinados com redução de preços

4 PARQUES T. todos os parques e palácios
(válido para 30 dias)                                        20 € | Família 49 €

PENA T + CAPUCHOS.                                      14 € | Família 37 €

CAPUCHOS + MONSERRATE/MOUROS.                   9 € | Família 24 €

CARTÃO "AMIGOS DOS PARQUES".
(válido para 4 Parques durante 1 ano)                  50 €

MUNÍCIPES. Entrada livre aos domingos até às 13h





PALÁCIO e PARQUE DE MONSERRATE





O Palácio e o Parque de Monserrate são uma das melhores ilustrações da arquitectura do período romântico em Sintra. O edifício original foi construído no século XVIII e imitava um castelo medieval.

Gárgula do portão de entrada. O original encontra-se no interior do palácio


A história de Monserrate remonta à época em que Portugal se encontrava sob o domínio dos Mouros. Um cavaleiro moçárabe, que vivia na colina onde se situa actualmente o palácio, entrando em conflito com o alcaide do Castelo dos Mouros e, num duelo entre ambos, acabou por morrer.
Terá sido sepultado pelos seus colegas cristãos na colina e posteriormente, veneraram a sua sepultura como um mártir.






Em 1540, já existindo então a
Quinta da Bela Vista que pertencia ao Hospital de Todos os Santos em Lisboa. Um monge, após uma peregrinação ao Eremitério Beneditino de Montserrat na Catalunha, mandou erigir uma capela em invocação à santa (daí o nome actual do parque), no local da sepultura do cavaleiro moçárabe.


No século XVII, o hospital aforou Monserrate à família Mello e Castro radicada em Goa. Em 1718 a família compra a propriedade e Monserrate é incorporada no morgadio de D. Caetano de Mello e Castro, Vice-Rei da Índia.








O terramoto de 1755 causou grandes estragos na propriedade e o seu estado agravou-se progressivamente até ao fim do século. Em 1790, D. Francisca Xavier de Mello e Castro arrenda a propriedade a Gerard DeVisme, que manda construir o primeiro palácio em estilo neo-gótico, sobre as ruínas da antiga capela e moradias existentes na colina.

A capela foi reerguida noutro local da quinta. Mais tarde, essa réplica foi parcialmente destruída, de modo a assemelhar-se às ruínas e locais abandonados, que tanto eram apreciados pelo imaginário romântico do século XIX.



DeVisme mantém-se em Monserrate, entre 1790 e 1794. Além do Palácio, faz diversas melhorias na propriedade, entre outras, manda murar e pôr portões na Quinta (que se encontrava toda aberta), ficando assim mais valorizada.

DeVisme pouco tempo residiu em Monserrate, acabando por subarrendar a propriedade e todas as suas benfeitorias a William Beckford. Este, um escritor, era o inglês mais rico do seu tempo.


Usou uma pequena parte da sua fortuna, para efectuar algumas obras no palácio e suas dependências e para criar um jardim paisagístico. Em 1799, deixa definitivamente o nosso país e Monserrate volta a entrar em declínio.











Finalmente no Ano de 1856, a propriedade é comprada por Francis Cook, outro milionário inglês. Inspirado pelo romantismo, transforma o jardim num magnifico parque, onde procura recriar ambientes de várias partes do mundo, aproveitando as extraordinárias condições naturais e possibilidades cénicas oferecidas. A paisagem assim construída, levou a que o parque fosse considerado um dos mais notáveis jardins exóticos do mundo.

O Palácio foi embelezado na fachada exterior, com colunas de mármore, janelas com múltiplos relevos e graciosas cúpulas, em estilos gótico. indiano e mourisco.



No parque do palácio criaram-se cenários contrastantes que se sucedem ao longo de caminhos sinuosos por entre ruínas, recantos, cascatas e lagos, sugerindo, através de uma aparente desordem, o domínio da Natureza sobre o Homem.

Este arco foi mandado construir por William Beckford, durante a sua estadia em Monserrate entre 1794-1799, e pensa-se que podia representar a entrada na propriedade, que na altura não se encontrava murada.



a cascata e o lago




Capela do parque







































Assim, e contando sempre com a presença de espécies espontâneas de Portugal (medronheiros, azevinhos, sobreiros e outros), o jardim é organizado com colecções de plantas de espécies oriundas dos cinco continentes, oferecendo-nos um passeio pelo mundo : fetos e metrosíderos evocam a Austrália; agaves, palmeiras e yucas recriam um cenário do México; redodendros, azáleas e bambus transportam-nos ao Japão. No total contabilizaram-se mais de duas mil e quinhentas espécies.


HORÁRIOS.Dias de encerramento. 1 de Janeiro e 25 de DezembroÉPOCA ALTA. 27 DE MARÇO A 15 DE OUTUBROParque de Monserrate. 9h30 às 20h00  - última entrada às 19h00

Palácio de Monserrate. 10h00 às 13h00 e 14h00 às 18h30

PREÇOS

DESDE 1 DE JULHO DE 2010.

PARQUE E PALÁCIO.
inclui visita ao Parque e parte do Palácio

CRIANCA. até 5 anos.      gratuito
JOVEM. até 17 anos.         5 €
ADULTO. até 64 anos.       6 €
SÉNIOR.                          6 €
CARTÃO JOVEM.               5,5 €

FAMÍLIA (2 adultos e jovens).   16 €

COMBINADOS. bilhetes combinados com redução de preços4 PARQUES T. todos os parques e palácios
(válido para 30 dias)                                    20 € | Família 49 €

PENA T + MONSERRATE.                               14 € | Família 37 €

MONSERRATE + CAPUCHOS/MOUROS.               9 € | Família 24 €

CARTÃO "AMIGOS DOS PARQUES".
(válido para 4 Parques durante 1 ano)              50 €



PALÁCIO DE SETEAIS


O Palácio de Seteais, elegante palácio cor-de-rosa, agora um hotel de luxo e restaurante da Sociedade Hotel Tivoli, foi construído no século XVIII para o cônsul holandês, Daniel Gildemeester, numa porção de terra cedida pelo marquês de Pombal. Localizado em Sintra, património mundial, ergue-se este palácio no meio de um terreno acidentado, de onde se pode avistar o mar e o alto da Serra de Sintra.




De arquitectura neoclássica, insere-se no conjunto de palácios reformados pela burguesia. Destaca-se a entrada, com frontões triangulares, janelas de guilhotina e uma escada de dois braços que se desenvolve para o interior no sentido da fachada secundária. Pode-se também constatar a adaptação do palácio à irregularidade do terreno, que tem um enquadramento com o Palácio da Pena.




A LENDA DOS SETE AIS

Conta a lenda que quando Sintra ainda pertencia aos mouros, um dos primeiros cavaleiros cristãos a subir a serra de Xentra (como os mouros chamavam a Sintra) foi D. Mendo de Paiva. No meio da confusão da debandada de uns e chegada de outros, encontrou-se junto a uma pequena porta secreta por onde fugiram vários mouros da fortaleza. Entre eles viu uma moura muito bonita, acompanhada pela velha aia.

Ao dar com os olhos no cristão, a moura suspirou por se sentir descoberta, e a velha, que ainda não reparara no cavaleiro, apressou-se a pedir-lhe que não suspirasse. Porém, reparando no olhar da ama, fixo num ponto determinado, seguiu-o e viu finalmente o inimigo, que sorridente lhe disse:
- Acaba o que ias dizendo!

Mas a velha, de sobrolho carregado, respondeu-lhe:

- O que tenho para dizer não serve para ouvires, cáfir! Os cristãos já têm tudo quanto queriam: os nossos bens, as nossas terras, o castelo. Vai-te! Vai-te e deixa-nos em paz, conforme o combinado.

- Vai-te tu, velha! A rapariga é minha prisioneira!



A moura, ao ouvir tal coisa, suspirou novamente, de medo e comoção. A velha, ao ouvir aquele novo ai, achou que era melhor confessar o seu segredo ao cristão:

- Não digas mais nada, cristão! Não digas mais nada, que a minha ama carrega desde o berço uma terrível maldição!...

- Como assim velha?!- perguntou o cavaleiro, ao mesmo tempo que a moura dava o terceiro suspiro.

- Ah, cavaleiro! À nascença a minha ama foi amaldiçoada por uma feiticeira que odiava a sua mãe por lhe ter roubado o homem que amava. Fadou-a a morrer no dia em que desse sete ais... e como vês, já deu três!

D. Mendo deu uma alegre gargalhada, e a jovem outro ai.

- Não acredito nessas coisas, velha! Olha, a partir de agora ambas ficarão à minha guarda. Eu quero para mim a tua bela ama!

A moura suspirou de novo e a velha, numa aflição sem limites, gritou:

- Ouviste, cavaleiro, ouviste?! É o quinto ai! Que Alá lhe possa valer!

- Não tenhas medo! Espera aqui um pouco... Voltarei para vos levar a um sítio sossegado!

O cristão afastou-se rapidamente e, assim que desapareceu dentro das muralhas, um grupo de mouros que ouvira a conversa surgiu subitamente para roubar as duas mulheres. Com um golpe de adaga cortaram a cabeça à velha, que nem teve tempo de dar um ai. A jovem é que, ao ver a sua velha aia morrer daquele modo inesperado e cruel, soltou um novo e dolorido ai.
Era o sexto, e o sétimo foi a última coisa que disse, no momento em que viu a adaga voltear para lhe cair sobre o pescoço.

Quando pouco depois D. Mendo voltou com uma escolta, ficou tristemente espantado: afinal cumprira-se a maldição!

D. Mendo jurou vingança e a partir desse dia tornou-se o cristão mais desapiedado que os mouros jamais encontraram no seu caminho.

E, em memória da moura que desejara e uma maldição matara, chamou, àquele recanto de Sintra, Seteais.

Ainda hoje, nos belos jardins de Seteais há um sítio onde se alguém disser um "ai" ouvirá um eco que o repetirá seis vezes, ouvindo-se assim sete ais em honra da moura que um dia lá morreu.



Qual Fénix renascida das cinzas,
hoje também eu renasci.
Sinto-me mais leve, aliviada ..
e pronta para acolher de braços abertos
o que o futuro me reserva,
não esquecendo porém, que tudo o que colher
será sempre o que plantei!


BOM FIM DE SEMANA e BOM FERIADO

Consciência - A primeira e pior de todas as fraudes é enganar-se a si mesmo. Depois disto, todo o pecado é fácil (J. Bailey)