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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Monte da Lua - Sintra - Portugal (I)

Adoro mundos de fantasia. Onde existem dragões e elfos, palácios e castelos, paixões e amores proibidos.
Talvez porque nesses mundos eu sou muito feliz.

A Serra de Sintra representa para mim um desses mundos, onde me sinto confortável, onde reabasteço energias, onde sou...quase feliz.

Desde os primórdios da humanidade que esta serra se encontra ligada a cultos e poderes ocultos. O Monte da Lua é Mistério, é Romantismo, é Simbolismo. Os tons de verde da paisagem misturam-se com os castanhos das pedras antigas e o branco do nevoeiro. As centenas de lendas que existem sobre estas paragens tornam-se histórias fantásticas que nos transportam para um mundo imaginário de outrora.

Serra da Lua ou Monte Sagrado onde o culto prestado nos santuários ao sol e à lua era uma constante.


A "vila velha" de Sintra, de ruelas e história escondidas, é essencialmente uma vila romântica.



No Verão, sou obrigada a "partilha-la" com os milhares de turistas que a visitam por dia, mas no Inverno a vila fica esquecida de todos e aí sim, é fantástico subir pelas ruelas estreitas, saborear um café em alguma esplanada que persiste aberta ou simplesmente sentar-me num banquinho de pedra em frente ao Palácio Nacional com vista para o castelo  e para o verde da serra.









O Palácio Nacional de Sintra, também conhecido como Palácio da Vila, foi um dos Palácios Reais e hoje é propriedade do Estado Português, que o utiliza para fins turísticos e culturais. De implantação urbana, a sua construção iniciou-se no século XV, com traça de autor desconhecido.


Apresenta características de arquitectura medieval, gótica, manuelina, renascentista e romântica.

É considerado um exemplo de arquitectura orgânica, de conjunto de corpos aparentemente separados, mas que fazem parte de um todo articulado entre si, através de pátios, escadas, corredores e galerias.






O Palácio foi utilizado pela Família Real Portuguesa praticamente até ao final da Monarquia, em 1910.

































CASTELO DOS MOUROS



O Castelo de Sintra, popularmente conhecido como Castelo dos Mouros ergue-se sobre um maciço rochoso, isolado num dos cumes da Serra de Sintra. Do alto das suas muralhas descortina-se uma vista privilegiada de toda a sua envolvência rural que se estende até ao Oceano Atlântico.








Quando da Invasão muçulmana da Península Ibérica, a partir do século VIII, a região foi ocupada, tendo a sua povoação recebido o nome de "as-Shantara". Os estudiosos são acordes em afirmar que foram eles os responsáveis pela primitiva fortificação da penedia, entre o século VIII e o IX, com a finalidade de controlar estrategicamente as vias terrestres que ligavam Sintra a Mafra, Cascais e Lisboa.





O castelo, de provável fundação muçulmana durante o séc. IX, nunca foi palco de nenhuma batalha. De facto, tanto os ocupantes muçulmanos como cristãos rendiam-se invariavelmente após a conquista de Lisboa pelo lado oposto, apesar da aparente invulnerabilidade do castelo. Tal facto deve-se à sua função, que não era tanto a da defesa da vila e sim de defesa e vigilância de Lisboa e arredores, conjuntamente com outras vilas do termo de Lisboa.


No interior do castelo, próximo ao Portão de Armas, ergue-se uma igreja devotada a São Pedro, a Igreja de São Pedro de Canaferrim. Remonta ao século XII, erguida após a conquista do castelo por D. Afonso Henriques, tendo-se constituído na primeira igreja paroquial de Sintra. Em estilo românico, de pequenas dimensões, revelou a presença de diversos túmulos pertencentes a uma antiga necrópole medieval.

Contígua à Igreja de São Pedro de Penaferim, destaca-se uma cisterna de grande capacidade, que remonta ao período islâmico. Tem 18 metros de comprimento por 6 de largura e 9 de altura, e no seu interior abobadado, brota a nascente que abastecia o Palácio Nacional de Sintra. O reservatório foi reconstruído após o grande terramoto de 1755 e é percebido pelo visitante através de duas grandes aberturas cónicas de ventilação.







Lenda da cova encantada de Sintra

No tempo em que os Mouros dominavam Sintra e os cristãos tentavam recuperar o castelo,  muitas escaramuças eram travadas, chegando algumas delas muito próximo do castelo. Numa dessas batalhas os cristãos foram vencidos porque o seu chefe tombara ferido e aprisionado pelos infiéis.

O ferido foi encerrado num calabouço e quase esquecido. No entanto, tinha sido avistado pela filha do alcaide, que imediatamente tombou de amores por ele. Pela calada da noite e durante noites a fio, a jovem tratou e alimentou o prisioneiro que foi melhorando a olhos vistos. Vendo a recuperação do prisioneiro, os mouros trataram de conseguir um resgate que foi pago pelo rei e pela família no nobre cavaleiro.
O cavaleiro, que entretanto também se tinha enamorado da donzela pediu-lhe para ela o acompanhar quando saísse mas a jovem recusou confiando-lhe que a sua consciência não o permitia por muito que o amasse mais do que à própria vida. De volta à sua família, o cavaleiro não conseguia esquecer Zaida. A sua imagem e a sua voz continuavam a persegui-lo, mesmo tentando embrenhar-se nas mais acesas batalhas para a tentar esquecer. Desesperado, reuniu um grupo de companheiros e voltaram a atacar o castelo para ele poder reunir-se novamente à sua amada. O ardor posto na batalha foi tal que lograram entrar no castelo. Quando encontrou a jovem, caíram nos braços um do outro, esquecidos da luta que se desenrolava à sua volta. Novamente, o cavaleiro foi ferido e Zaida louca de dor, arrastou-o penosamente através de uma passagem secreta, por longos corredores até atingirem uma gruta já fora do castelo e a meio da serra.

Deixando o ferido dentro da gruta, a jovem moura pegou numa bilha abandonada a um canto e procurou uma nascente que sabia existir ali perto. Porém, ao regressar , uma seta vinda do lado do castelo atingiu-a. Apesar disso, ela conseguiu arrastar-se até junto do seu cavaleiro, onde caiu já morta. O ferido vendo-a cair arrastou-se até ela penosamente e beijando a sua amada murmurou – Ó Deus Misericordioso! Perdoai-nos os pecados que cometemos neste mundo...e juntai-nos ..de novo ...no Céu!
Com o esforço cometido, a ferida do cavaleiro voltou a abrir e o sangue cristão misturou-se com o sangue mouro da bela donzela até ele também morrer junto dela.



Foi então que alguém encontrou o rasto de sangue deixado pela jovem desde a nascente até à entrada da gruta e foram encontrar os corpos de ambos os jovens mortos, lado a lado, dentro da gruta.


Conta a lenda que, em certas noites de luar, quem tenha a ousadia de vaguear por aqueles lados, verá sair de uma larga cova, junto a um penedo, uma formosíssima donzela vestida de branco com uma bilha na mão. Dirige-se à nascente onde enche a bilha e regressa a passos apressados para a cova de onde saíra. A meio do caminho solta um doloroso gemido e desaparece, qual branco fantasma.... 

Autor: domínio popular
Fonte: Biblioteca de Sintra

HORÁRIOS.Dias de encerramento. 1 de Janeiro e 25 de Dezembro

ÉPOCA ALTA. 27 DE MARÇO A 15 DE OUTUBRO9h30 às 20h00 - última entrada às 19h00
PREÇOS
DESDE 27 DE MARÇO DE 2010.

CASTELO DOS MOUROS.

CRIANCA. até 5 anos.      gratuito
JOVEM. até 17 anos.         5 €
ADULTO. até 64 anos.      6 €
SÉNIOR.                              5 €
CARTÃO JOVEM.            5,5 €
FAMÍLIA (2 adultos e jovens).   16 €

 
COMBINADOS. bilhetes combinados com redução de preços


4 PARQUES T. todos os parques e palácios
(válido para 30 dias)                                             20 € | Família 49 €

PENA T + MOUROS.                                             14 € | Família 37 €

MONSERRATE/CAPUCHOS + MOUROS.          9 € | Família 24 €

CARTÃO "AMIGOS DOS PARQUES".
(válido para 4 Parques durante 1 ano)             50 €



 MUNÍCIPES. entrada gratuita aos domingos até às 13h


PALÁCIO NACIONAL DA PENA


No século XVI, D. Manuel I mandou construir o convento de madeira para a Ordem de São Jerónimo, substituindo-o ligeiramente mais tarde por um de cantaria para 18 monges. No século XVIII, um raio destruiu parte da torre, capela e sacristia.


Isto ocorreu pouco antes do fatídico terramoto de 1755, que deixou o convento em plena ruína. Apenas a Capela, na zona do altar-mor, permaneceu intacta.
As ruínas, no topo escarpado da Serra de Sintra, maravilharam o jovem príncipe D. Fernando. Decidiu adquirir o velho convento, a cerca envolvente, o Castelo dos Mouros e quintas e matas circundantes. Logo se tornaria um «alto-lugar» do romantismo europeu.



O monumento actual foi mandado edificar por D. Fernando de Saxe Coburgo-Gota, casado com a Rainha Maria II em 1836. Homem culto, e com uma educação muito cuidada, o futuro Rei Fernando II depressa se apaixonou por Sintra. Ao visitar a montanha pela primeira vez, avistou as ruínas do antigo Convento dos Frades Hieronimitas, erguido no reinado de D. João II, e que tinha sido substancialmente transformado pelo rei Manuel I de Portugal. Este, no cumprimento de uma promessa, ordenou a sua reconstrução de raiz, em homenagem a Nossa Senhora da Pena, doando-o de volta à Ordem dos Monges de São Jerónimo.

Iniciou logo a seguir obras de consolidação do velho convento, dotando-o de novos acessos em túnel. Em 1840, D. Fernando decidiu a ampliação do Convento de forma a construir um verdadeiro paço acastelado romântico, residência de verão da família real portuguesa.

Pensou, igualmente, em mandar plantar um magnífico parque, à inglesa, com as mais variadas, exóticas e ricas espécies arbóreas. Desta forma, Parque e Palácio da Pena constituem um todo magnífico. O Palácio, em si, é um edifício ecléctico onde a profusão de estilos e o movimento dos volumes são uma invulgar e excepcional lição de arquitectura.



Quase todo o Palácio assenta em enormes rochedos, e a mistura de estilos que ostenta (neogótico, neomanuelino, neo-islâmico, neo-renascentista, com outras sugestões artísticas como a indiana) é verdadeiramente intencional, na medida em que a mentalidade romântica do século XIX dedicava um fascínio invulgar ao exotismo.

Estruturalmente o Palácio da Pena divide-se em quatro áreas principais:
  • A couraça e muralhas envolventes (que serviram para consolidar a implantação da construção), com duas portas, uma das quais provida de ponte levadiça;
  • O corpo, restaurado na íntegra, do Convento antigo, ligeiramente em ângulo, no topo da colina, completamente ameado e com a Torre do Relógio;

  • O Pátio dos Arcos frente à capela, com a sua parede de arcos mouriscos;

    A capela
  • A zona palaciana propriamente dita com o seu baluarte cilíndrico de grande porte, com um interior decorado em estilo cathédrale, segundo preceitos em voga e motivando intervenções decorativas importantes ao nível do mobiliário e ornamentação em geral.

 








Infelizmente não é permitido fotografar os interiores do palácio e como o disparo da minha máquina é ouvido a léguas de distância, não consegui arriscar uma única fotografia.



o claustro

A sala de leitura, a sala árabe e a sala de estar da família real são as minhas preferidas, mas tem igualmente os aposentos do Rei D. Carlos I e da rainha, assim como a sala de jantar, a sala verde, as cozinhas e a copa ricamente mobilados como se os reis tivessem apenas saído para um passeio e fossem regressar a qualquer momento.






















Tritão simbolizando a alegoria da Criação do Mundo






















O Palácio e o Parque foram idealizados e concretizados como um todo. Do Palácio, avista-se um manto de arvoredo que ocupa mais de 200 hectares, constituindo assim o Parque da Pena.





Alto de Santo António
O seu nome deve-se a uma capela circular que aí existia dedicada a Santo António, pertencente ao antigo mosteiro Jerónimo. No local foi construído, segundo um projecto do pai de D. Fernando II, o Templo das Colunas, miradouro, hoje envolvido pela densa vegetação do parque e de onde se podia desfrutar uma das mais belas vistas sobre o Palácio.


Este parque tem percursos e passeios lindíssimos, com inúmeras construções de jardins lá existentes.

São pontes e grutas, bancos de jardim, pérgulas e fontes. Pequenas casas onde se alojavam guardas e demais criadagem. Estufas e viveiros com camélias, rododendros, rosas, de cepas invulgares e muito raras. Esculturas, como o guerreiro que se avista do Palácio, como a querer dizer que está ali para o proteger e guardar. Os lagos próximos da saída para o Castelo dos Mouros são igualmente pitorescos e aprazíveis, envolvidos por um imenso tubo de fetos arbóreos.



Templo das colunas





Todo o parque da Pena é hoje considerado o parque da Europa, com o mais rico e invulgar conjunto de espécies arbóreas, já inexistentes em muitos outros países e continentes donde são originárias.










Conta a lenda popular que o palácio recebeu o nome de Palácio da Pena em memória dos prisioneiros que foram trazidos para trabalhar na sua construção, em cumprimento das suas penas.  Outros dizem que o nome foi dado em homenagem à imagem de Nossa Senhora da Pena, que teria sido encontrada neste rochedo há muitos séculos. Seja qual for a verdade, o certo é que este é um dos mais belos monumentos do nosso País, uma obra de arte e romantismo, para a qual contribuiram diversos artistas.



Cruz Alta

É o ponto mais alto da serra de Sintra, atingindo os 529 metros de altitude. O seu nome deve-se a uma cruz que lá foi colocada no século XVI, por ordem de D. João III. Esta cruz, em pedra e com uma estrutura interna de ferro foi atingida várias vezes por relâmpagos, tendo sido destruída, mas uma réplica já foi colocada em substituição.




Alto de Santa Catarina

Este seria o miradouro preferido da rainha D. Amélia, mulher do rei D. Carlos I. Por esse motivo, o banco que aqui se encontra talhado na rocha granítica é chamado o "Trono da Rainha". Daqui é possível avistar o Palácio e a copa das árvores. As espécies que enquadram este miradouro são, na sua maioria, carvalhos (Carvalho-negral), parte importante da floresta primitiva da serra.







A este vale terá sido dado o nome de Feteira da Rainha em homenagem à rainha D. Amélia. A feteira é constituída por uma colecção de Fetos, alguns originários da Austrália e da Nova Zelândia, a que se juntaram Castanheiros autóctones, Faias e Carvalhos que coexistem com os Rododendros asiáticos,
Camélias e Bordos do Japão, bem como uma Túia-gigante, oriunda da América do Norte.






Túia-gigante (à esquerda)




Feto gigante da Austrália (à direita)





















Fonte dos Passarinhos

Pavilhão erigido em 1853, inspirado na cultura árabe. De base octogonal, encimado por uma cúpula esférica, apresenta uma inscrição em árabe, na qual se alude à grandiosidade da obra de D. Fernando, comparando-a à de D. Manuel I. Os azulejos e diversos elementos decorativos neo-mouriscos, pontuam o parque de elementos exóticos e orientalizantes, próprios da gramática decorativa do
Romantismo.







Vale dos Lagos

Aproveitando as linhas de água de todo o Parque que confluem para este vale, criaram-se aqui cinco lagos, rodeados por fetos arbóreos e árvores de grande porte. Destacam-se o Lago de São Martinho, com uma pateira em forma de torre medieval, e o Lago do Pesqueiro, onde se conta que o rei D. Carlos pescava carpas.






HORÁRIOS. Dias de encerramento. 1 de Janeiro e 25 de DezembroÉPOCA ALTA. 27 DE MARÇO A 15 DE OUTUBROPARQUE DA PENA. 9h30 às 20h00 - último bilhete às 19h00

PALÁCIO DA PENA.
9h45 às 19h30 - último bilhete às 18h45 e última entrada às 19h00



PERCURSO T. inclui a visita a todas as áreas do Palácio, incluindo o Parque
CRIANCA. até 5 anos.      gratuito
JOVEM. até 17 anos.         9 € / HAPPY HOUR* 8 €
ADULTO. até 64 anos.      12 € / HAPPY HOUR* 11 €
SÉNIOR.                          9 € / HAPPY HOUR* 8 €
CARTÃO JOVEM.              11 €

FAMÍLIA T (2 adultos +  jovens).   32 €

* todos os dias das 9h30 às 11h

PERCURSO E. 
exteriores do Palácio e Capela, incluindo o ParqueCRIANCA. até 5 anos.      gratuito
JOVEM. até 17 anos.        6 €
ADULTO. até 64 anos.      8 €
SÉNIOR.                         6 €

PERCURSO P. visita ao ParqueCRIANCA. até 5 anos.      gratuito
JOVEM. até 17 anos.         5 €
ADULTO. até 64 anos.       6 €
SÉNIOR.                          5 €
CARTÃO JOVEM.              55 €

FAMÍLIA P (2 adultos e jovens).   16 €

COMBINADOS. bilhetes combinados com redução de preços
4 PARQUES T. todos os parques e palácios
(válido para 30 dias)                                       20 € | Família 35 €

PENA T + MOUROS.                                        14 € | Familia 37 €

PENA T + MONSERRATE.                                  14 € | Família 37 €

PENA T + CAPUCHOS.                                     14 € | Família 37 €

CARTÃO "AMIGOS DOS PARQUES".
(válido para 4 Parques durante 1 ano)               50 €

Demons & Wizards - Down Where I Am

O mundo gira
e nós giramos com o mundo.
Abrimos páginas, fechamos livros...
No entanto, certas vezes
eu queria apenas ficar quieta,
esquecida no meu canto,
saboreando o mesmo momento
eternamente.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

As mais belas coisas da vida não podem ser vistas nem tocadas....
e sim sentidas com o coração.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

RIR é o melhor remédio

Um criador de galinhas vai ao bar local, senta-se ao lado de uma mulher e pede uma taça de champanhe.
A mulher comenta:
- Eu também pedi uma taça de champanhe.
– Que coincidência! -diz o fazendeiro. - Hoje é um dia especial para mim. Estou celebrando.
– Hoje é um dia especial para mim também! -diz a mulher. - Eu
também estou celebrando.
- Que coincidência! -diz o fazendeiro.
Quando eles ‘batem’ as taças, ele pergunta:
- O que você está celebrando?
– Eu e meu marido vinhamos tentando ter um filho e hoje o meu
ginecologista disse-me que estou grávida.
– Que coincidência! -diz o homem. - Sou criador de galinhas e há anos as minhas galinhas não eram férteis. Mas hoje elas estão pondo ovos fertilizados.
– Isto é óptimo - diz a mulher. - Como suas galinhas ficaram férteis?
– Eu usei um galo diferente - diz ele.
A mulher sorri, brinda novamente e diz:
- Mas que coincidência!!!


Bom fim de semana!!!! 


Sometimes in life
you have to run away from all..
not just to create distance
but also to see who cares
enough to run behind you!


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Voluntária por um mês - GHANA

Go there with an open mind, don’t expect anything, accept what you see and what you are given and your world will change forever as it did to mine!!

"Não temos nas nossas mãos as soluções para todos os problemas do mundo, mas diante de todos os problemas do mundo temos as nossas mãos."
Friedrich van Schiller

Com efeito, foi o que pensei quando resolvi candidatar-me a voluntária por um mês em terras de Africa, já lá vão quase dois anos. Um sonho que realizei, não sem a ajuda da família e dos muitos amigos que me apoiaram e incentivaram.



Após o meu regresso do Ghana, amigos e interessados pediram-me para escrever e descrever o que vi e vivi nos meus 30 dias na Volta Home, um Orfanato inserido num meio rural, albergando 36 crianças e jovens de várias idades e dirigido por um Pastor da Igreja Baptista e sua mulher.

Este projecto a “solo”, que realizei movida por um impulso e uma vontade férrea do “é agora ou nunca”, nasceu de um sonho que tenho desde sempre de, pelo menos uma vez na vida, poder proporcionar carinho, amor e atenção a crianças desprotegidas de continentes esquecidos.

Sem qualquer ajuda financeira, contando apenas com o meu ordenado e a bondade de alguns amigos e colegas de trabalho que encheram as minhas malas de brinquedos, livros, roupa e artigos de primeira necessidade para os “meus” pequenos, parti, no dia 8 de Fevereiro de 09, sozinha, com o coração cheio de amor mas também de apreensão e receio do desconhecido. Para trás deixei o marido e a filha que me apoiaram incondicionalmente durante os meses de preparação da minha viagem.

O meu avião aterrou em Accra, capital do Ghana, pelas 9h da noite. Depois das formalidades aduaneiras, reboquei as minhas malas até à saída do aeroporto.
Foi como se tivesse levado um murro no estômago. Respirei apressadamente várias vezes, de boca aberta, como que a querer engolir o máximo de oxigénio possível. Àquela hora tardia, o calor continuava insuportável e o ar irrespirável, pelo menos para mim, acabada de sair de um Inverno rigoroso na Europa.

À minha espera encontravam-se o director da organização não governamental  (ADAVS) que faria a minha ligação com o local do voluntariado e uma voluntária americana, também acabada de chegar algumas horas antes.

Ao fim de alguns passos em direcção ao táxi decrépito que nos esperava, fiquei com a sensação de ter corrido um quilómetro sempre a subir. Na meia-hora seguinte percorremos vários quilómetros ao longo da cidade, primeiro passando por bairros de moradias bonitas e arranjadas, avenidas ladeadas por hotéis de luxo, depois a zona mais pobre da cidade de casas de adobe e telhados de zinco, aglomeradas em cima umas das outras, com as suas quitandas à beira da estrada, num frenesim desorganizado, de crianças, galinhas, cabras, mulheres de cestos à cabeça, homens apressados.

Passámos a noite num “hostel” de aspecto duvidoso mas que tinha cama, duche e ventoinha no tecto o que, naquele momento, era mais do que suficiente para mim. 


No dia seguinte, logo pela manhã, e após uma espera de 3 horas na estação dos tro-tros, partimos para Ho, capital da região do Volta, a leste do país e que faz fronteira com a República de Togo. Esta região recebe o seu nome do Rio Volta. Conhecida como a região dos contrastes, a Região do Volta tem o ponto mais baixo do Gana: a bacia da Lagoa de Keta, que fica abaixo do nível do mar; e o ponto mais alto: o Monte Afadjato, cerca de mil metros acima do nível do mar. A região estende-se da costa atlântica até as fronteiras da savana ao norte.

Apesar da preocupação pela minha bagagem que se encontrava na parte traseira da camioneta e que eu verificava de cada vez que a porta era aberta para colocação de mais sacos, cestos e demais bagagem, as 3 horas de espera no parque dos tro-tros foram fascinantes.  Mulheres, crianças ou homens rodeavam as pequenas camionetas, tentando vender de tudo, desde sacos de plástico contendo água, a plantains fritos ou assados, bananas, carne grelhada, pastas e escovas de dentes, sabonetes, toalhas, preservativos, ovos cozidos.... Tudo é transportado à cabeça em largos cestos de folha de sisal ou baldes de plástico, num equilíbrio aparentemente precário, sob um sol tórrido e um calor sufocante.

O facto de sermos brancas acentuou a imensa curiosidade e o sentido nato para o negócio deste povo simpático, que nos acenava para chamar a atenção e nos brindava com sorrisos de uma brancura reluzente numa pele negra e brilhante de suor.
 
Um tro-tro é nada mais do que uma carrinha tipo Ford Transit com 3 ou 4 fileiras de bancos, uma pequena bagageira na parte traseira e um “tudo ao molho” no tejadilho. Nenhum tro-tro que se preze, sai do parque sem estar convenientemente cheio, de modo a rentabilizar ao máximo a viagem. Assim, apertamo-nos à medida que as pessoas vão chegando até completar a lotação, podendo esta incluir também galinhas ou cabras, bem presas e arrumadinhas. Um tro-tro não tem pontos de paragem obrigatórios. Vai parando exactamente onde as pessoas desejam ficar. Da mesma forma, e desde que haja lugares vagos, pára em qualquer ponto da estrada para embarcar qualquer viajante. Assim, uma viagem de 4 horas directas pode, na realidade, demorar mais ou menos, consoante as vezes que um tro-tro encosta na berma da estrada, para entrarem ou saírem pessoas. Quem se senta nos últimos 2 bancos está também sujeito a levantar-se constantemente, consoante as pessoas queiram entrar ou sair, visto que só existe uma porta de correr lateral.

A paisagem desenrolava-se diante dos meus olhos, primeiro num sem número de aldeias, atravessadas pela estrada principal, com as suas casas de adobe e telhados de zinco ou palha, com os pequenos mercados ao longo das bermas da estrada e gente numa azáfama constante, enquanto multidões de crianças brincam e acenam à passagem das camionetas. À medida que avançávamos para o interior a paisagem foi-se transformando, aqui e ali grandes elevações cobertas de uma vegetação verde e luxuriante, autênticas florestas tropicais de espécies variadas como árvores do mogno, palmeiras, bananeiras, plantains, entrecalados aqui e ali por grandes espaços abertos salpicados de enormes acácias cobertas de  flores amarelas, e ninhos de térmitas, alguns com mais de 2 metros de altura.

Três horas mais tarde, o rio Volta surge numa curva do caminho. Este é o maior rio do Ghana, formado na confluência de dois rios, no centro do país, o Black Volta e o White Volta, e desagua no Golfo da Guiné em Ada, a sudeste do país.  A barragem de Akosombo construída entre 1959 e 1966 veio formar o Lago Volta, cobrindo uma área de 8.482 km2 o que o torna o maior lago artificial do mundo.
Ninho de térmitas

Aproximadamente a uma hora de caminho de Ho, atravessámos a ponte sobre o Rio Volta, a única ponte suspensa do Ghana e talvez de toda a Africa Central. Também aqui, pequenos mercados ambulantes cobriam a área imediatamente anterior à ponte e, à medida que os carros abrandavam para cruzarem o tabuleiro da ponte, mulheres e crianças formigavam à volta das viaturas gritando para chamar a nossa atenção. Dentro dos cestos agora viam-se grandes lagostins cozidos e peixe de rio frito, pães enormes e muitos outros alimentos que não consegui identificar.


Cruzada a ponte, Prince o director da ONG que nos acompanhava, informou que nos estávamos a aproximar de Ho. Na realidade demorámos mais hora e meia a chegar à capital da Região de Volta. Ho é uma cidade que evoluiu da união de duas aldeias Banakoe (hoje Bankoe) e Hegbe (hoje Heve), com 9.700 habitantes. As ruas principais que convergem para o centro de Ho são alcatroadas mas todas as outras ainda subsistem em terra batida. A cidade encontra-se instalada entre o Monte Adaklu e o Monte Galenukeui, este já na fronteira com o Togo. Ho fez parte da ocupação alemã da Togolândia, podendo ver-se ainda algumas obras tais como pontes e caminhos deixados pelos alemães durante a Primeira Guerra Mundial, tendo sido mais tarde ocupada pelos ingleses.
   
Ho - Capital da região de Volta

A cidade detém um museu, dois hospitais, inúmeras clínicas, várias igrejas incluindo a Catedral da Diocese Católica de Ho. O seu mercado ao ar livre é famoso e atrai gente de todos os pontos do Gana e Togo. A língua utilizada pelos habitantes desta região é o dialecto Ewe por muito que, o inglês seja a língua oficial do país, falado por mais de 80% da população.



Red-Red
Entrámos na cidade por volta das 3h da tarde e esta fervilhava de agitação. Viaturas de todos os tamanhos e feitios, bicicletas e motorizadas cruzavam-se nas ruas aparentemente sem sinalização ou quaisquer tipo de regras. O calor era impressionante. Prince levou-nos ao escritório da ONG que não passava de uma simples casa de adobe e telhado de zinco numa rua de terra batida. Deixámos as malas com um dos seus colaboradores e fomos com a sua secretária almoçar ao Chance Hotel. De uma lista com alguma variedade de pratos típicos, decidi-me por Red-Red , um prato que mais tarde vim a saber ser bastante popular no Ghana, preparado com feijão manteiga ou preto guisado em molho de tomate e cebola e temperado com pimenta vermelha e óleo de palma. Este guisado é normalmente acompanhado de Plantains  fritos. Escusado será dizer que, tanto eu como a Chelsea, suámos copiosamente enquanto comíamos, pela quantidade de picante que continha. No entanto, estava deliciosamente apaladado e, o meu estômago agradeceu porque mal comera desde a véspera.

Já de barriga cheia, voltámos ao escritório da ONG para buscar as minhas malas, porque eu continuaria viagem até à fazenda enquanto a Chelsea ficava em Ho.

Albert, um dos colaboradores da ONG acompanhou-me de táxi até à estação das camionetas onde apanhámos um tro-tro que faria a ligação entre Ho e Hohoe. Teríamos pela frente mais 2 horas de caminho. À medida que escurecia, a paisagem tornava-se fantasmagórica. As sombras de árvores enormes misturavam-se, aqui e ali, com as luzes bruxuleantes das fogueirass de algumas casas espalhadas pelas elevações ao longo da estrada.


A tabuleta Ve-Deme surgiu numa curva da estrada. Era a nossa saída. Neste momento já era noite cerrada e onde parámos não havia uma única luz. Retirámos as mala das traseiras da viatura e, à medida que o tro-tro se afastava, ficámos embrenhados na escuridão. Albert apontou-me um estradão de terra batida por onde teríamos de seguir, agora a pé. Eu estava completamente arrasada, com a viagem e o calor, e mal conseguia falar enquanto carregava às costas o meu saco de viagem. Albert por outro lado, rebocava calmamente o meu malão.


Como nenhum de nós tinha qualquer tipo de luz ou lanterna para nos guiarmos, por várias vezes enfiei os pés em buracos e poças de água ao longo do caminho. Dez minutos passados, Albert fez-me sinal que tinhamos chegado e entrámos por uma abertura à minha esquerda, através do que me pareceu uma vedação de bambu. Começei a ouvir gritos de crianças e, alguns segundos mais tarde, estava rodeada de uma multidão de garotos que gesticulavam e riam enquanto agarravam no meu saco, na garrafa de água e na mochila que eu transportava, enquanto outros me rebocaram até a um pátio onde estavam sentados um casal de idosos, ambos de constituição forte e larga. Convidaram-me a sentar, ofereceram-me água e fui bombardeada com perguntas durante uns bons 10 minutos às quais respondi o melhor que pude, enquanto tentava ver as caras dos garotos no meio das sombra. Sendo eles de pele muito escura, preta mesmo, era uma tarefa extremamente difícil e, no dia seguinte não me conseguiria lembrar de quais eu vira na véspera.



os sanitários
Depois de ser interrogada sobre o que tencionava leccionar durante o tempo de permanência na Volta Home e qual era a minha idade, o que foi motivo de risos porque Mrs. Annabis acertara quando dissera que eu aparentava ser mais velha do que a maioria dos voluntários que costumavam ter, levaram-me até à casa dos voluntários onde duas alemãs me esperavam : Sophia e Caroline, ambas de 20 anos. Mr. e Mrs. Annabis deixaram-me entregue às minhas novas companheiras, não sem antes me entregarem uma malga tapada, com o meu jantar. Sophia informou-me que eu iria dormir no quarto dela, onde já estava um colchão no chão e a minha mala. Depois começaram por me explicar como as coisas funcionavam por ali, a que horas elas se levantavam, a que horas se comia, quais as aulas que eu poderia leccionar... De seguida, Sophia mostrou-me os sanitários que eu teria à disposição durante aquele mês, o local do banho, onde se recolher a água e, por fim, como montar a minha rede mosquiteira.


o banho

...a lavar a loiça.
Por esta altura eu já estava tão cansada que já não conseguia assimilar mais nada. Só queria fazer a cama e deitar-me. Nem pensar em tomar banho à noite num local que não conhecia e sem luz a não ser a lanterna, portanto deixei o banho para o dia seguinte e fui deitar-me. Acordei cedo, às 6h da manhã, mas fiquei deitada à assimilar os ruídos que vinham do exterior. Os galos gritavam a plenos pulmões, as galinhas cacarejavam enquanto o que me pareceram porcos roncavam no meio de gritos e gargalhadas de crianças. Por outro lado, a casa estava silenciosa. A minha companheira de quarto dormia ainda e do outro quarto também não havia barulho, o que indicava que Carol estaria também a dormir. Tinha de utilizar o wc portanto decidi levantar-me. Mal destranquei e saí a porta da rua, várias crianças que limparavam o chão ali perto com feixes, olharam para mim curiosas e deram-me os bons dias. Aproximei-me do wc com algum receio. Ouvia-se restolhar por todo o lado, indicativo que o chão, coberto de ervas, estaria a fervilhar de rastejantes. No entanto, o meu wc estava "desobstruído" e não houve problemas. Alguns dias mais tarde, já o partilharia com grandes lagartos coloridos que ficavam parados a olhar-me curiosos, enquanto me baixava para satisfazer as minhas necessidades.

30 dias voaram sem que eu desse por eles, ocupada de manhã à noite com actividades que requeriam toda a minha atenção e paciência. As aulas de inglês ocupavam-me 1h30m duas vezes por semana. Os meus pequenos alunos entre os 9 e os 12 anos, aguardavam entusiasmados a minha chegada e, caso eu não aparecesse ainda durante o intervalo anterior, eles próprios iam buscar-me a casa, agarravam-me nas mãos, nos livros e notas e rebocavam-me até à sala de aulas.
                      
Como estas crianças estão habituadas a ser vergastadas quando cometem erros ou se portam mal, na minha primeira aula foi-me entregue uma vergasta para eu poder utilizar. De imediato informei que nunca iria agredir nenhuma criança, ao que eles me perguntaram como pensava então castigá-los. Respondi que, em primeiro lugar não esperava que eles se portassem mal. Quanto aos erros  que cometessem, seriam castigados com beijos e uma explicação mais detalhada.


Escusado será dizer que os meus alunos nunca se portaram mal nas minhas aulas e que os meus beijos e afectos eram recebidos com mais beijos e abraços da sua parte. Aliás, a terapia do beijo fez milagres ao longo de todo o mês, tendo em conta que estas crianças não estavam habituadas a ser beijadas, nem mesmo por parte de outros voluntários. Para mim, no entanto, não fazia sentido de outra forma, porque me apaixonei por todas elas desde o primeiro momento e elas necessitam que o amor, carinho e afecto que sentimos, seja demonstrado.


Para além das aulas de inglês, o tempo era dividido a pintar ou desenhar com os mais pequeninos, conversar, ouvir música ou discutir assuntos "sérios" com os mais velhos, e ajudar as raparigas na lida da fazenda. Para além disso, o dia começava sempre com o banho dos pequeninos, às 6h30m da manhã, dado pelos voluntários. Curiosamente, nunca nenhum de nós se esquivou a esta tarefa matinal, porque era um momento mágico em que tinhamos só para nós, aqueles pequenos índios de pele reluzente, que riam e brincavam enquanto os ensaboávamos...


Nenhum voluntário é obrigado a desempenhar qualquer tarefa doméstica mas o nosso propósito ali é o de ajudar e facilitar o dia a dia destes meninos que não pediram para nascer e portanto, lavar a loiça nas enormes selhas de latão, lavar a roupa, descascar o milho, moldar a massa para a cozedura do pão e bolos e muitas outras actividades diárias eram um prazer de participar, até porque era uma forma de nos sentirmos mais integrados na sua comunidade.


Na realidade, as crianças da Volta Home estão habituadas a trabalhar desde a mais tenra idade, seja a carregar água do rio até à fazenda em baldes que, por vezes, pesam mais do que elas, seja a apanhar lenha para as fogueiras da cozinha, ou na venda de pão e bolos no mercado confeccionados na fazenda, para além de tudo o resto que mencionei anteriormente. os mais velhos são também obrigados a trabalhar nos campos pertencentes ao orfanato. Caso qualquer destas actividades tenha de ser efectuada durante o horário escolar, as crianças simplesmente faltam às aulas para as poderem executar.

As condições na fazenda são muito básicas a todos os níveis. Dormimos no chão na companhia de ratitos que nos visitam todas as noites, e que me acordam a brincarem por entre os sacos e malas que estão no chão (a roupa e objectos pessoais têm de ser pendurados de cordas presas nas paredes para evitar que os nossos simpáticos amigos lhes cheguem). As necessidades fisiológicas são feitas em buracos cavados no chão e cobertos por tábuas. O banho é tomado com água do rio que as crianças vão buscar em grandes baldes.

















Porém, no final da minha terceira semana, parecia que eu nunca tinha feito outra coisa na vida e a tristeza começava a apoderar-se de mim ao recordar-me que teria de regressar a casa e deixar os “meus” meninos para trás. Na realidade, foi preciso reunir toda a minha coragem para dizer adeus a este mundo que eu amei desde o primeiro momento, e foi no meio de muitas lágrimas e muito choro que um dos meus pequenos me foi arrancado dos braços, com a promessa que eu voltaria. Aos mais velhos foi-lhes permitido acompanharem-me à estrada onde apanharia o tro-tro de volta a Accra e John, o meu “filho” mais velho, obrigou-me mais uma vez a prometer que não se passaria muito tempo até eu regressar.


Assim foi, com efeito, e eu regressei em Dezembro de 2009 para poder proporcionar-lhes a eles e a mim um Natal inesquecível. Mas isso é outra história....!!!

George (prof. de francês), Grandma and Grandpa
John



Comemos com as mãos, de malgas de plástico colorido, a não ser que os voluntários tenham os seus próprios talheres. Andamos todo o dia suados e sujos, com terra e pó agarrados permanentemente ao corpo, porque os mais pequenos gostam de trepar por nós e chegamos a ter dois e três pendurados do pescoço e mais um ao colo, tudo ao mesmo tempo, no meio de gritaria e risos e muita terra que vem agarrada aos seus pezitos descalços.