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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Virar a página!!

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu génio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceites, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te :

“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão”
Fernando Pessoa

1 comentário:

  1. A dream it was in which I found myself.
    And you that hail me now, then hailed me king,
    In a brave palace that was all my own,
    Within, and all without it, mine; until,
    Drunk with excess of majesty and pride,
    Methought I towered so big and swelled so wide
    That of myself I burst the glittering bubble
    Which my ambition had about me blown,
    And all again was darkness. Such a dream
    As this, in which I may be walking now,
    Dispensing solemn justice to you shadows,
    Who make believe to listen; but anon
    Kings, princes, captains, warriors, plume and steel,
    Aye, even with all your airy theatre,
    May flit into the air you seem to rend
    With acclamations, leaving me to wake
    In the dark tower; or dreaming that I wake
    From this that waking is; or this and that,
    Both waking and both dreaming; such a doubt
    Confounds and clouds our moral life about.
    But whether wake or dreaming, this I know,
    How dreamwise human glories come and go;
    Whose momentary tenure not to break,
    Walking as one who knows he soon may wake,
    So fairly carry the full cup, so well
    Disordered insolence and passion quell,
    That there be nothing after to upbraid
    Dreamer or doer in the part he played;
    Whether tomorrow's dawn shall break the spell,
    Or the last trumpet of the Eternal Day,
    When dreaming, with the night, shall pass away.

    The Dream Called Life - Edward Fitzgerald

    ;)

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